Terça-feira, Setembro 29, 2009

I JORNADA ECOLÓGICA

EDUCAÇÃO E VIDA NA TERRA

23 de outubro de 2009 - Centro Cultural da UFMG

O quarto relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU foi assinado por milhares de cientistas que denunciaram as ameaças à vida do planeta: destruição da camada de ozônio, aquecimento global, derretimento das calotas polares e geleiras com elevação do nível do mar e destruição de cidades costeiras, desaparição de milhares de espécies, desertificação de amplos territórios etc. Essa tragédia já está acontecendo no Brasil e no mundo, como uma consequência natural da sociedade de consumo. Crescem os atentados diretos e diários contra os seres vivos, humanos e não-humanos: fome, esterelização de sementes, engorda e matança cruel de animais para consumo, contaminação de fontes de água potável. Todos esses distúrbios ambientais e mercadológicos geram conflitos sociais e culturais pois a Terra é nossa casa comum.

Considerando que nós, educadores, não podemos ficar indiferentes a essa situação, o Programa de Ensino, Pesquisa e Extensão A tela e o textoconvida a todos para sua Jornada Ecológica, onde serão discutidas propostas educacionais que contribuam para se criar uma relação sustentável entre os viventes da Terra.

Os principais objetivos da Jornada Ecológica são:
- contribuir para a mudança de paradigmas dos educadores, proporcionando uma leitura da vida e do texto em bases ecológicas;
- estimular o desenvolvimento de múltiplos saberes sobre a vida na Terra, por meio de debates entre profissionais das diversas áreas do conhecimento; - refletir sobre as relações entre humanos e não-humanos a partir dos depoimentos de ativistas da causa animal;
- desenvolver formas de inteligência coletiva e responsabilidades ecológico-sociais, assumindo propostas educacionais que atendam às demandas e aos problemas da atualidade.


PROGRAMAÇÃO

09h00 Palestra de abertura: Ecologia + Educação com resultados práticos. Palestrante: Ronaldo Vasconcelos, Secretário Municipal Adjunto do Meio Ambiente.
10h00 Intervalo
10h30 Sessões simultâneas de comunicações
12h00 Almoço
13h00 Oficinas

1) “Como fazer comida vegetariana” Ministrante: Mariana Licéia, professora, tradutora, vegana, participa do movimento ecológico e de proteção animal;

2) “Cuidados básicos com os animais domésticos” Ministrante: Teresa Cristina Alves Brini Motta, veterinária, homeopata. Membro do Serviço Physis e da coordenação do curso de homeopatia para veterinários do Instituto Mineiro de Homeopatia;

3) “Protegendo o ecossistema. A evolução das embalagens: informações para uma nova geração de consumidores conscientes” Baseado no livro de autoria da facilitadora, tem como objetivo revelar o ciclo de vida dos materiais utilizados na confecção de embalagens dos produtos, levando os participantes a refletir sobre os diferentes impactos sociais e ambientais que estão por trás das prateleiras dos supermercados. Ministrante: Deborah Munhoz: Química e Mestre em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos. É consultora em Gestão da Qualidade de Vida e Sustentabilidade da ÉTHICA Consultoria e Treinamento.

14h30 Intervalo
15h00 Sessões simultâneas de depoimentos (projetos bem sucedidos).
16h30 Intervalo
17h00Palestra de encerramento Palestrante: Paula Brugger, professora da Universidade Federal de Santa Catarina, pesquisadora de meio ambiente, ecóloga, vegana.
18h00 Atividade cultural
19h00Minicurso Economia Ecológica e SustentabilidadeMinistrante: Hugo Penteado, Mestre em economia pela USP, autor do livro Ecoeconomia: uma nova abordagem, economista chefe e estrategista de investimentos do ABN AMRO Asset Manegment desde 1997.

Resumo do minicurso: Apresentação de uma síntese dos problemas socioambientais criados por nosso sistema econômico de forma contínua, diária e crescente. Exame da teoria econômica tradicional que, ignorando os fatores sócio-ambientais, baseia -se em leis da física de 200 anos atrás. A cegueira das políticas de governos/empresas e os desastres ambientais. Análise das teorias de Nicholas Georgescu-Roegen e sua ruptura com o pensamento hegemônico.

Inscrições

Valor da jornada (sessões de comunicação, paletras e uma oficina): R$12,00 (com certificado de participação ou de apresentação de trabalho).
Valor Minicurso: R$30,00 (com certificado).

O formulário de inscrição para participação deverá ser preenchido e enviado, juntamente com os dados do comprovante de depósito, para o e-mail telatexto@gmail.com, preenchendo o campo assunto com JORNADA ECOLÓGICA.

Depósito: Banco do Brasil
Conta: 43027-7
Agência: 3610-2
Cliente: Associação Tela e Texto

Envio dos resumos: Os interessados em apresentar comunicação ou depoimento deverão enviar os resumos para o e-mail: setorverde.telatexto@gmail.com até o dia 30 de setembro de 2009, no formato Times New Roman, fonte 12, espaço 1,5, até 400 palavras, contendo as seguintes informações: título do trabalho, nome completo do autor, departamento/ instituição em que está vinculado e e-mail para contato.

Informações:(31) 3586-2511
E-mail: telatexto@gmail.com


Organização: Setor Verde do Programa A tela e o texto
Apoio: FALE/UFMG / UFMG / Ata-me - dança de salão / Centro Cultural UFMG / Centro de Ecologia Integral / Guia Vegano / Sociedade Vegetariana Brasileira / SIDSEG /
Gráfica O Lutador / Bem Natural



Educadores planejam nu coletivo em ato por reajuste

Professores, diretores e supervisores da rede estadual de ensino de São Paulo prometem realizar no próximo dia 15 de outubro, Dia do Professor, o "Dia do Nu Pedagógico", como protesto por melhores salários. A manifestação contra as propostas do governo acontecerá a partir das 14 horas, em frente à Secretaria Estadual da Educação, na Praça da República, no Centro de São Paulo, segundo o Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado (Udemo).

De acordo com o sindicato, o protesto estima reunir cerca de 10 mil pessoas ligadas a entidades como o Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação (Afuse), Centro do Professorado Paulista (CCP), Associação dos Professores Aposentados do Magistério Público do Estado de São Paulo (Apampesp) e Sindicato de Supervisores do Magistério no Estado de São Paulo.

http://br.noticias.yahoo.com/s/29092009/25/manchetes-educadores-planejam-nu-coletivo-ato.html

Votação...

Obrigada aos que votaram e pra quem não votou tem até dia 15/10/2009.

"Tive um sonho desbotado,de uma vida que nao fazia sentido.O caos significava que eu podia dete-lo,o sonho.Entao percebi uma beleza calma de prender os olhos."

por 318541XXXX / Cód. COD0066 (5 votos)

Segunda-feira, Setembro 28, 2009

O II Prêmio Literatura no Celular

Gente, estou participando do 2º Prêmio Literatura no Celular que acontece pela FLIPORTO (Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas) e tem a finalidade de estimular a produção e a leitura de textos literários através da telefonia móvel.
Na verdade minhas passagens pra Recife para o festival já estão compradas, mas se eu ganhar o prêmio, posso sorteá-las entre os amigos, principalmente aqueles que contribuíram e votaram no meu texto. Não é lá grandes coisas, mas não custa tentar, não é verdade? Aí vai minha poesia em 140 caracteres:

"Tive um sonho desbotado,de uma vida que nao fazia sentido.O caos significava que eu podia dete-lo,o sonho.Entao percebi uma beleza calma de prender os olhos."

Mas Nanda, como faço para votar?

É super simples:
  1. Cada texto cadastrado tem um Código de Votação;
  2. Envie um torpedo do seu Oi para 48333 com o meu Código de Votação: COD0066
  3. Aguarde a confirmação de recebimento do seu voto.

IMPORTANTE: A votação é gratuita.

Obrigada e dedinhos cruzados aí...

Terça-feira, Setembro 01, 2009

Ofício da Música

O saxofonista e compositor Chico Amaral, muito conhecido como o letrista do Skank, é o convidado para a 26ª edição do projeto Ofício da Música. Não perca!

Quarta-feira, Agosto 19, 2009

Todo dia é a mesma coisa...

... eu me sento aqui para editar um texto que penso ser bacana para postar no blog e aí decido abrir meu twitter, só pra espiar e nada mais. E vejam vocês! Não consigo parar de twittar e ler os twits, mas que droga é essa? O que eu realmente tenho de tão interessante pra dizer em 140 caracteres? Hunf! No meio desse texto acabei achando uma animação super bacana sobre a febre do Twitter e acho que descreve muito bem o que estou fazendo, oops... pensando no momento. Por isso decidi ligar pra alguns amigos, fazer umas visitas no fim de semana e ficar 5 dias sem twittar. Espero coseguir cumprir a promessa que acabei de fazer. Talvez eu não consiga ficar sem twittar, mas ligar para os amigos comçarei agora!
Ah! Abaixo o vídeo bacana que lhes falei:

http://videolog.uol.com.br/video.php?id=423095

Quinta-feira, Agosto 13, 2009

Colocando a casa em ordem!

Tenho mil textos na pasta do meu computador, mil ideias fervilhando a cabeça, mil coisas pra dizer, mas colocarei a culpa no tempo. E é nessa escassez de tempo que vou levando a vida e um dia coloco a casa em ordem...



Quinta-feira, Agosto 06, 2009

RECEITA ANTI-GRIPE







Não sei se esse alarde todo sobre a gripe é necessário, de qualquer forma vamos nos prevenir hoje e sempre com uma alimentação adequada. O melhor que podemos fazer é reforçar o sistema imunológico com uma alimentação correta e saudável, no sentido de manipular nossa imunidade, preparando as células brancas do sangue (neutrófilos) e os linfócitos (células T) as células B e células matadoras naturais. Essas células B produzem anticorpos importantes que correm para destruir os invasores estranhos, como vírus, bactérias e células de tumores.

As células T controlam inúmeras atividades imunológicas e produzem duas substâncias químicas chamadas Interferon e Interleucina, essenciais ao combate de infecções e de tumores.

Bem... vamos ao que interessa, ou seja quais alimentos são importantes (estimulam a ação do sistema imunológico e potencializam seu funcionamento).

· Antes de mais nada, tome pelo menos um litro e meio de água por dia, pois os vírus vivem melhor em ambientes secos e manter suas vias aéreas úmidas desestimulam os vírus. Não a tome gelada, sempre preferindo água natural e de preferência água mineral de boa qualidade.

· Não tome leite, principalmente se estiver resfriado ou com sinusite, pois produz muito muco e dificulta a cura.

· Use e abuse do Iogurte natural, um excelente alimento do sistema imunológico.

· Coloque bastante cebola na sua alimentação.

· Use e abuse do alho que é excelente para o seu sistema imunológico.

· Coloque na sua alimentação alimentos ricos em caroteno (cenoura, damasco seco, beterraba, batata doce cozida, espinafre cru, couve) e alimentos ricos em zinco (fígado de boi e semente de abóbora).

· Faça uma dieta vegetariana.

· O cogumelo Shiitake também é um excelente anti-viral, assim como o chá de gengibre que destrói o vírus da gripe.

· Evite ao máximo alimentos ricos em gordura (deprimem o sistema imunológico), tais como carnes vermelhas e derivados.

Importante: mantenha suas mãos sempre bem limpas e use fio dental para limpar os dentes, antes da escovação.

Domingo, Agosto 02, 2009

Gripe Suina

Assine o Manifesto por um Brasil literário e ajude a incentivar a leitura de literatura no Brasil

Durante a FLIP 2009, o Instituto C&A, a Associação Casa Azul, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, o Instituto Ecofuturo e o Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF) promoveram debate sobre a importância da leitura literária e de políticas de promoção da leitura. Na ocasião, o escritor e poeta Bartolomeu Campos de Queirós leu o “Manifesto por um Brasil literário”, de sua autoria. O objetivo deste documento é acolher propostas e engajar o maior número de pessoas em torno dessa causa. O manifesto já está circulando pela internet e pode ser assinado no site www.brasilliterario.org.br, que abriga um fórum de discussão, enquetes e notícias com essa temática.

Sábado, Julho 25, 2009

O trabalho enobrece o homem e enaltece as olheiras...

Quinta-feira, Julho 23, 2009

Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana 2009

Minha turma de zineiros, em breve um post com o relato sobre o Festival!

Domingo, Julho 12, 2009

1º FESTIVAL DE TEATRO MUSICAL

O 1º FESTIVAL DE TEATRO MUSICAL está acontecendo em BH.
Ingressos a R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia entrada).



Segunda-feira, Julho 06, 2009

O que é twitteratura?

"Todos os dias esvaziava uma garrafa,
colocava dentro sua mensagem,
e a entregava ao mar.
Nunca recebeu resposta,
mas tornou-se um alcoolatra."


Marina Colassanti

Quinta-feira, Julho 02, 2009

Urgente: Vote SIM na enquete do Estado de Minas

O Estado de Minas publicou uma matéria sobre o PL 559/09 que irá proibir a venda de animais no Mercado Central. Com a matéria está disponível uma enquete, aproveite e vote SIM pela proibição da venda de animais.

A reportagem reduz o problema a uma questão de maus-tratos. Sabemos, no entanto, que mais que coibir maus-tratos precisamos parar de usar animais para nossos fins. E esta é uma grande oportunidade para questionar nossas relações com os animais não humanos. Animais são seres sencientes, dotados de preferências, não objetos para serem usados e vendidos. Contra emendas no projeto, contra regulamentação e sempre a favor da proibição da venda de animais!

[ Acesse a enquete e vote SIM ]

[ Assine a petição Gato Negro ]

Quarta-feira, Julho 01, 2009

Black Pixel, instale o seu e ajude a proteger o clima‏



Black pixel contra o aquecimento global


Contribua, do seu computador, para reduzir a emissão de gás carbônico

O QUE É?

Se alguém pensa que mudança climática é um problema tão complexo e tão grande que só os governos podem ajudar a resolver, é melhor pensar de novo!

A AlmapBBDO e o Greenpeace, com a assessoria técnica do Centros de Estudos Avançados do Recife, desenvolveram um projeto que permite a qualquer pessoa, sem grande esforço e sem alterar radicalmente o seu modo de vida, contribuir para a redução das emissões de gases do efeito estufa na atmosfera.

Este projeto se chama Black Pixel e funciona a partir da tela do seu computador.


COMO PARTICIPAR?

Basta instalar nosso programa em seu computador, o que deixará um pequeno quadrado preto na sua tela. Você verá que ele não irá atrapalhar, e pode ser movido para áreas não utilizadas na tela, além de ser possível desligá-lo a qualquer hora. Mas, enquanto está funcionando, o quadrado reduz o consumo de energia e, consequentemente, as emissões de CO2.
O projeto só funciona em monitores de tubo e de plasma.

Para instalar o Black Pixel sem nenhuma complicação, acesse o link: www.greenpeaceblackpixel.org

Você também pode assistir a uma apresentação do projeto no Youtube, clicando aqui.

Até agora, esta rede em defesa do clima já instalou 5500 Black Pixels, o que representa a economia de 105.795 W. O desafio é chegar a 1 milhão de Black Pixels instalados.


E NÃO ACABA AQUI!

Repasse esta notícia aos seus amigos, colegas de trabalho e familiares!

Quanto mais gente usar o quadrado, melhor será para o planeta. Enquanto nossos políticos enfrentam os desafios políticos da crise climática, com o Black Pixel, você pode começar a agir para, pelo menos diminuir a dimensão do problema.


Hipertexto 2009

O I Encontro Nacional sobre Hipertexto aconteceu nos dias 27, 28 e 29 de outubro de 2005, na Universidade Federal de Pernambuco, em Recife. O subtítulo “desafios linguísticos, literários e pedagógicos” dava uma ideia do leque de temas abarcados pela relação entre linguagens e tecnologias, com interfaces em diversas áreas do conhecimento. O Hipertexto 2005 foi coordenado pelos professores Antônio Carlos Xavier e Luiz Antônio Marcuschi, e contou com a presença de mais de 500 pesquisadores brasileiros.

Em 2007, aconteceu o II Encontro Nacional sobre Hipertexto, organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística da UFC, com o apoio do NEHTE-UFPE e sediado na Universidade Federal do Ceará. O Hipertexto 2007, presidido pelo professor Júlio César Araújo, abordou temas como linguística, literatura, educação, educação à distância e sociedade da informação. Foram aproximadamente 600 pesquisadores envolvidos em mesas temáticas e comunicações.

Naquela ocasião, foi fundada Associação Brasileira de Estudos de Hipertexto e Tecnologia Educacional (ABEHTE), sob a presidência do professor Antônio Carlos Xavier e a vice-presidência do professor Júlio César Araújo. A primeira-secretária da ABEHTE, professora Ana Elisa Ribeiro, assumiu a presidência do III Encontro Nacional sobre Hipertexto, o Hipertexto 2009, sediado em Belo Horizonte.

O Encontro Nacional sobre Hipertexto vem consolidando sua importância na agenda dos pesquisadores de linguagens e tecnologias do Brasil. Para confirmar essa tendência, o Hipertexto 2009 busca os desdobramentos das pautas dos eventos anteriores, propõe discussões nas interfaces entre diversas áreas, além de, pela primeira vez, trazer convidados estrangeiros para o diálogo com os pesquisadores brasileiros.

A importância de um evento como este está não apenas em seu caráter de fórum contemporâneo e afinado com uma das discussões mais inquietantes de nosso tempo, mas também na abrangência que ele sempre teve e deseja ampliar.

O Hipertexto 2009 acontece de 29 a 31/10, no CEFET-MG e oferece aos inscritos a possibilidade de participar de conferências, mesas temáticas, Grupos de Discussão, minicursos e pôsteres, em três dias de programação, divididos entre os campi do CEFET-MG em Belo Horizonte.

As conferências, cinco ao todo, serão apresentadas por pesquisadores convidados de renome internacional e versarão sobre temas importantes para o evento. Estão confirmadas as presenças de Ilana Snyder (Austrália), Maria Augusta Babo (Portugal), Rui Torres (Portugal) e Heloísa Collins (Brasil).

As mesas temáticas serão compostas por três pesquisadores convidados de cada vez e devem tratar de temas como interseções entre Computação e humanidades; linguagens híbridas na rede; escrita colaborativa; gêneros textuais e internet; multimodalidade; literatura em ambientes digitais; ambientes virtuais de aprendizagem; inclusão digital; letramento e escola, etc.

Os minicursos serão oferecidos por pesquisadores convidados e devem ser pagos à parte. Em breve, esses cursos serão divulgados.

Os Grupos de Discussão receberão submissões de trabalhos de pesquisadores e professores, no mínimo cursando mestrado, em instituições públicas ou privadas. Cada GD aborda um tema proposto pelo coordenador, que será o responsável pelo recebimento e pelo parecer dado às propostas. O limite de apresentações em GD é de 18 trabalhos, sendo 6 por dia de evento.

Os pôsteres são o espaço dedicado à divulgação de pesquisas de especialização ou Iniciação Científica, concluídas ou em andamento. O padrão de confecção dos painéis será divulgado em breve.

http://www.hipertexto2009.com.br/index.html



Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais Av. Amazonas 7675 - Nova Suiça - Belo Horizonte - MG - Brasil CEP: 30.480-000 Telefones: +55 (31) 3319-7110 e +55 (31) 3319-6762 Email: hipertexto2009@gmail.com

"Till, a saga de um herói torto"‏

Segunda-feira, Junho 29, 2009

Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana - 2009


O Fanzine como experimentação de novas linguagens.


Abordagem da leitura/escrita usando um veículo de comunicação que serve como suporte para uma mensagem com potencial de tornar-se vetor de uma rede de interlocutores acerca de determinado assunto. O Fanzine é também uma obra de arte em si, dado o seu caráter pessoal, artesanal e criado dentro de uma proposta estética. Um veículo de comunicação e obra de arte.

Objetivos:

- Possibilitar aos alunos ferramentas para exercitar a sua cidadania;

- Estimular a crítica, a criatividade, a produção textual, e a propagação livre da idéia;

- Trabalhar o fanzine e todas as funções que permeiam as etapas de uma publicação, desde a concepção da idéia, linha editorial, periodicidade, formato, escolha da identidade visual, conteúdo e estilo de textos, público, tiragem até as formas de distribuição.

Fernanda Ricardo Campos Possui graduação em Letras – Habilitação Português/Inglês – pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2007). Cursa especialização em Leitura e Produção de Textos na UFMG. Foi professora do ensino fundamental I e II do Colégio Sagrado Coração de Maria em BH. Atualmente é professora de Língua Portuguesa e Redação do CEFET-MG. Foi oficineira do II Festival de Arte e Cultura do CEFET-MG com a oficina de fanzines.

Vagas: 15

Realização: de 20 e 21 de julho, das 14h às 17h

Carga horária: 6 horas

Público-alvo: de 15 a 20 anos

Valor da inscrição: R$10,00

Local: Instituto de Ciências Humanas e Sociais – ICHS/UFOP – Rua do Seminário s/ nº - Centro – Mariana

Sexta-feira, Junho 26, 2009

O fim da obrigatoriedade do diploma no jornalismo - Julio Daio Borges





A vida não está fácil para quem é jornalista no Brasil. Depois de décadas de redações se encolhendo e salários se achatando, a internet veio para tornar o profissional tecnicamente obsoleto e, agora, o STF veio para lavrar a obsolescência da profissão em cartório: para trabalhar como jornalista, não é mais necessário se formar em jornalismo (não é mais necessário ter diploma de jornalista) – o que ensejou a conclusão, entre muitos, de que, para trabalhar com jornalismo, não é mais preciso nem... ser jornalista. Sobrou para os blogueiros, claro. Mas não é a mesma “guerra” da outra semana: não é a velha geração querendo manter o controle dos meios e a nova se rebelando, numa disputa entre o mainstream de antes e o de agora. A grita, neste momento, é mais pela sensação, entre universitários, de que o diploma – antes garantia de uma certa “reserva de mercado” – agora não é mais garantia de nada – porque, para trabalhar com jornalismo, aparentemente qualquer diploma de curso superior vale... O argumento está baseado na falta de experiência de quem não conhece o mercado de trabalho e que, portanto, não sabe que nenhum diploma é garantia de nada – em toda e qualquer profissão. A obsolescência dos jornalistas e dos futuros jornalistas (agora em formação) não é a do diploma – está mais ligada à visão romântica de que ainda existem redações de jornal, como as de cinema, quando a prática se aproxima, cada vez mais, do dia a dia dos... blogs! Se um estudante montasse seu veículo on-line, no começo do curso de jornalismo, em alguns anos sairia melhor preparado, para a futura realidade da profissão, do que teóricos das antigas práticas, diagramando com tesoura e cola, discutindo a censura na ditadura militar, apegando-se a suportes, como o papel, virtualmente condenados... O debate, do diploma, deveria alargar suas fronteiras e abordar as verdadeiras questões – o jornalismo não é mais o que era só porque o STF decretou: o jornalismo não é mais o que era porque, no tempo, parou; e não só no Brasil, no mundo todo...

Domingo, Junho 21, 2009

Regulamentação de jornalista vira incógnita

Fenaj aguarda publicação de acordão para avaliar impacto da decisão do STF que eliminou exigência de diploma para exercício da profissão

Renata Camargo

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de derrubar a exigência do diploma de curso superior para o exercício do jornalismo, tomada na última quarta-feira (17), deixou incertezas sobre o futuro da profissão no país. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) aguarda a publicação do acórdão do Supremo para avaliar o impacto da mudança sobre a categoria e definir uma estratégia para tentar reverter a derrubada do diploma.

A dúvida está no argumento utilizado pelo relator do voto (leia a íntegra), o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, que afirmou que “o jornalismo é uma profissão diferenciada por causa da proximidade com a liberdade de expressão”, direito previsto na Constituição (leia mais).

Caso a decisão do Supremo tenha ido além da derrubada do diploma, com uma desregulamentação mais generalizada, só uma mudança constitucional poderá tornar a exigência do diploma novamente obrigatória. O caminho para alterar a Constituição é mais complicado: exige a aprovação de 308 dos 513 deputados e de 49 dos 81 senadores, em dois turnos de votação em cada Casa.

Na última sexta-feira (19), Gilmar declarou que o registro profissional de jornalista no Ministério do Trabalho perdeu o sentido. "O registro existente não terá nenhuma força jurídica", disse. A desregulamentação deixa em aberto a exigência de requisitos mínimos para o exercício da profissão e questões trabalhistas, como piso salarial e carga horária.

“Além da exigência do diploma, que era o que para nós estava em jogo, o ministro Gilmar Mendes tem afirmado que acabou a regulamentação da profissão. Precisamos ver o acórdão publicado para ver se cabe PEC ou se precisamos de um projeto de lei”, explica o diretor da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) João Carlos Torves.

A Fenaj afirma que ainda não formulou nenhuma proposta para uma nova regulamentação profissional. A exigência do diploma em curso superior de jornalismo para o exercício da profissão estava em vigor há 40 anos, a partir do Decreto-lei 972/69, criado durante o regime militar brasileiro e considerado por sete dos 11 ministros do Supremo uma “afronta à Constituição Federal”, promulgada em 1988.

"11 de Setembro"

Para o deputado Emiliano José (PT-BA), jornalista há mais de 30 anos, o fim da obrigatoriedade do diploma deixou os jornalistas à mercê das empresas de comunicação. O parlamentar afirma que também aguarda a publicação do acórdão do STF para saber como o Congresso poderá se posicionar sobre o tema e adianta que deverá apresentar alguma proposta com novas regras regulamentadoras.

“Creio que agora temos que nos debruçar para saber quais as saídas. Eu tenho dito que estamos sob ataque de todos os lados, que estamos vivendo o nosso 11 de Setembro”, considera Emiliano. “Neste momento, os barões da mídia no Brasil estão muito felizes, mas essa desregulamentação também será prejudicial aos donos das grandes mídias”, avalia.

Emiliano é o autor de um requerimento apresentado pelo líder de seu partido, Cândido Vacarezza (PT-SP), ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para pedir a criação de uma comissão especial para debater uma nova lei de imprensa e regras para a regulamentação da profissão. O requerimento, apresentado em maio, está sob análise da Mesa Diretora.

“Primeiro, sofremos com a revogação da Lei de Imprensa, e agora com o fim da obrigatoriedade do diploma. Nós, neste momento, somos a única nação do mundo que não tem uma lei de imprensa e a mídia, em um Estado Democrático de Direito, tem que ser regida por alguma lei. A mídia tem que ser regulamentada como qualquer outra atividade. Ficou um vácuo”, afirma Emiliano.

Segundo João Carlos Torves, os novos critérios para a contratação de jornalistas ainda não estão claros. A entidade encaminhou ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), na última semana, um documento solicitando que sejam esclarecidos quais são as regras e os critérios que passarão a valer. “Já fizemos essa interpelação com o ministério, porque não sabemos agora quais são os critérios”, explica o diretor da Fenaj.

Consequências drásticas

Para o coordenador do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo, Edson Spenthof, professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), a derrubada do diploma trará consequências “duras e drásticas” à profissão e enfraquecerá o meio acadêmico. O professor argumenta que a decisão do STF “menosprezou drasticamente uma atividade importante do regime democrático”, ao sustentar que “não se precisa de conhecimento estruturado e sistemático” para o exercício do jornalismo.

“Os ministros do STF disseram, claramente, que jornalismo não precisa de técnica, que é uma atividade meramente fruto da expressão intelectual, que se equipara no máximo à arte da literatura”, argumenta Spenthof. “Essa decisão trará consequências drásticas para a profissão e para a imprensa. Ela enfraquece o ambiente acadêmico, que sofre um baque moral ao ver sua profissão diminuída”, diz.

O coordenador do fórum afirma que houve um entendimento errado do STF na interpretação da profissão. “Ao dizer que precisa derrubar o diploma porque ele atinge a liberdade de pensamento e expressão, estão falando que o exercício da profissão de jornalismo é o exercício da opinião e não da formação técnica de produção e conhecimento. Julgou-se a atividade pelo que ela não é. O jornalista não deve manifestar o seu pensamento nas notícias”, explica.

Na avaliação do professor da UFG, a decisão da Suprema Corte deu às empresas o poder de regular a profissão. “Cabe agora às empresas fazer o filtro e dizer qual é o perfil do jornalista, quem são as pessoas que devem ou não exercer essa profissão. O presidente Gilmar Mendes chegou a dizer, inclusive, que seria ilegítimo não dar esse poder às empresas. E agora ele vem dizer que não precisa sequer registro no Ministério do Trabalho”, protestou.

“Se a Suprema Corte, a quem cabe a palavra final da ordem jurídica do país, está dizendo que é inconstitucional, fica difícil lutar contra essa regulamentação por outros caminhos. Uma nova lei pode instituir o diploma, mas é só vir alguém da rua e contestar que o STF derruba de novo o diploma”, prevê Spenthof.

Divergências

Ao ler seu voto, Gilmar Mendes disse que o Estado não está legitimado pra exercer limitações ao exercício profissional. Na visão do ministro, o decreto que regula a profissão cerceia o direito ao trabalho e ao acesso à liberdade de expressão. Na ocasião, o presidente do STF não deixou de fazer críticas indiretas à imprensa. "O poder da imprensa hoje é quase imensurável. As empresas hoje são aliadas à grandes grupos, existe uma submissão aos valores econômicos. Infelizmente é tênue a linha entre a informação e a difamação. Os efeitos dos erros são terríveis", criticou.

O ministro Marco Aurélio Mello, único a votar contra o recurso, disse que em 40 anos a sociedade se organizou em torno da obrigatoriedade do diploma. Ele advertiu que, com a derrubada do decreto, o país passará a ter jornalistas com graduações diversas. "Teremos jornalistas de nível médio e até de nível fundamental", afirmou.

Marco Aurélio defendeu que o jornalista deve ter uma formação básica que viabilize a atividade profissional que repercute na vida dos cidadãos em geral. "É possível o erro na medicina, no direito, e até nesta corte, que é obra do homem". Para ele, ter a obrigação do diploma "implica uma salvaguarda, uma segurança jurídica maior", opinou.


Fonte: http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=28664

Segunda-feira, Junho 08, 2009

Good News!
Darei uma oficina de fanzine no Festival de Inverno de Ouro Preto, que acontece de 8 a 26 de julho:
http://www.festivaldeinverno.ufop.br/2009


Aos maiores de 14 e menores de 21 anos:
não percam!


Terça-feira, Junho 02, 2009


Em construção

Reformulando ideias!

Domingo, Maio 31, 2009

E eu que acabei de entrar para o Twitter...

Google Wave: a reinvenção do e-mail e a resposta ao Twitter

Uma grande pergunta está na cabeça de todos desde que o Twitter explodiu de popularidade no mundo inteiro: como os gigantes do vale do silício iriam responder à pequena ferramenta que conquista com a sua mais absoluta simplicidade?

O Twitter nada contra a corrente. Estamos acostumados à sofisticação cada vez maior das plataformas e aplicativos espalhados na internet, com uma versão nova e mais sofisticada saindo a cada 15 dias. Programas que nasceram simples vão acumulando funções, e,de repente, parece que você precisa de um manual de instruções para fazer uma busca ou tocar um mp3.

Talvez por isso a expectativa de que um gigante comprasse logo o Twitter ainda não se contretizou. E a pequena ferramenta continua atraindo novos usuários, mudando o cenário e a maneira com a qual estávamos acostumados a encarar a web.

Antes do Twitter, falávamos só com uma pessoa por vez. Antes do Twitter, líamos as notícias do dia depois da redação escrever um texto inteiro sobre ela. Antes do Twitter, precisávamos concentrar nossa atividade em uma grande página, com perfil, fotos, e muito mais.

Pois ontem o Google se manifestou, através do anuncio do Google Wave. E, mais uma vez, o Google acerta.

Google Wave

Indo direto ao ponto, o Google Wave vai direto à essência do que fez o Twitter se tornar Twitter: conversas em tempo real por um sistema aberto.

A nova plataforma do Google, porém, não é baseada no micro-blogging. Ou seja, não se apresenta como concorrente do Twitter. Ponto para o Google.

O foco do Google Wave é mudar como encaramos o e-mail. A partir da Google Wave, você não envia mais e-mail para outra pessoa, e sim para a central Google Wave. Lá, quem tiver acesso à mensagem poderá ler e interagir.


Lá também, o compartilhamento de fotos pode ser feita de uma maneira nunca antes imaginada.

Mas esse é só o começo. Como a ferramenta é aberta, as idéias e projetos usando o Wave deverão se espalhar pela rede assim que ele for disponibilizado ao público. E o primeiro aplicativo a unir as funcionalidades do Wave e do Twitter já foi programado.

Cada dia que passa estamos reaprendendo a WEB. Se segura. Ainda é só o começo.

Por Rafa Losso

Quinta-feira, Maio 28, 2009

Quarta-feira, Maio 27, 2009

“Liberdade, essa palavra”


O vídeo-documentário “Liberdade, essa palavra” trata de uma suposta restrição à liberdade de imprensa pelo governo Aécio Neves nos anos de 2003 e 2004. Foi feito como trabalho de conclusão do curso de jornalismo da UFMG por Marcelo Baêta e apresentado em banca em junho de 2006.

Já foi visto mais de 100 mil vezes no YouTube e no Google Vídeo. Foi assunto de duas matérias e uma carta do leitor na Folha de São Paulo e citado em matéria do jornal francês Le Monde.

Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=UqEimwCupsQ

Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=H_aV9-lo8Pw&feature=related

Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=mc3YR5614kg&feature=related

AÉCIO NEVES - Estreia do filme censurado no Brasil

Estreou semana passada na Current TV nos EUA e no dia 27 de maio no Reino Unido o filme 'Censurados no Brasil'. O filme trata das relações entre governos, a mídia e as pressões sofridas pelos profissionais de mídia e jornalistas.

O filme explora as relações entre o Governo de Minas Gerais e a mídia no país, e como ele usa seu poderio econômico para suprimir críticas e construir a imagem do Governador Aécio Neves, através de investimentos publicitários.

É um filme ágil de 8 minutos, com entrevistas e exemplos.
Por favor, assista ao filme e espalhe a mensagem.

Link: http://br.youtube. com/watch? v=

Teatro de rua, cômico e livre para todas as idades...

Sábado, Maio 16, 2009

Você pensa no que diz ou diz o que pensa?

Quarta-feira, Maio 13, 2009

Ah!

Seu eu gritasse,
se eu gemesse,
se eu dormisse,
se eu cansasse,
se eu morresse!

Terça-feira, Maio 12, 2009

Quanto mais escrevo, mais me escondo!

Querido diário,

As coisas ficam muito boas quando a gente esquece.
E pensar que tenho a vida inteira pela frente.
Nada mais me aflige.
Ufa!

Domingo, Maio 10, 2009

Nos caminhos de cada verso, de cada poema , a ancestral certeza de tua ausência...

Sexta-feira, Maio 08, 2009

Um golpe na economia da colaboração - Julio Daio Borges

Um dos assuntos preferidos da internet, nos últimos tempos, tem sido a crise dos jornais, seus muitos prejuízos, sua obsolescência programada e, fatalmente, seu desaparecimento. Foi, portanto, inesperado o recente golpe de Farhad Manjoo, colunista da Slate, sobre um dos pilares do jornalismo na internet, o “conteúdo colaborativo”. Manjoo começa revelando que, embora estejamos cansados de ouvir sobre o mau desempenho das empresas jornalísticas tradicionais, um dos maiores prejuízos do nosso tempo é causado, justamente, pelo YouTube, site de compartilhamento de vídeos. Neste ano – calcula um relatório do banco Credit Suisse –, estão estimadas perdas ao redor de 470 milhões de dólares para o Google (que arrematou o YouTube em 2006). Assim o Boston Globe, por exemplo, cujas perdas ficarão em “apenas” 89 milhões de dólares em 2009, revela-se, subitamente, cinco vezes mais “lucrativo” que o YouTube. Manjoo prossegue no seu raciocínio: assim como os jornais têm de pagar caro para derrubar árvores e fazê-las circular em forma de notícia, o YouTube tem de pagar caríssimo por uma conexão pantagruélica de internet, para estocar e entregar seus vídeos – em suma, ambos correm atrás de anunciantes fugidios que banquem seus custos proibitivos de armazenamento e logística. Em citação a Benjamin Wayne – presidente de um dos concorrentes do YouTube –, Manjoo igualmente afirma que nem o Google, com suas receitas mirabolantes, tem como sustentar uma empresa que perde quase meio-bilhão de dólares/ano. Farhad Manjoo, para piorar, considera que o YouTube é só a ponta do iceberg da economia do “conteúdo gerado pelo usuário” (locomotiva da famosa Web 2.0). Por mais que as práticas colaborativas tenham revolucionado ambientes como o da política nos Estados Unidos e áreas do conhecimento como o enciclopedismo, sites como a Wikipedia e Twitter não geram ainda ganhos proporcionais ao barulho que fazem. A justificativa de Manjoo para essa contradição é simples: anunciantes não se sentem à vontade em veicular seus produtos e marcas ao lado de textos, fotos e vídeos “artesanais” ou “caseiros”; sendo que os maiores sucessos de audiência, pelo menos em matéria de vídeos (os conhecidos “virais”), são, além de os mais caros de manter (porque os mais acessados), os mais constrangedores nos quais se anunciar – a ponto de o YouTube só conseguir vender publicidade para menos de 10% de seu acervo. E o Facebook segue na mesma linha: de acordo com o indefectível TechCrunch, a maior rede social do mundo gastava, no último levantamento, nada mais nada menos que 1 milhão de dólares mensais só de eletricidade, 500 mil dólares mensais em conexão de internet e mais de 2 milhões de dólares por semana em novos servidores (para dar conta das quase 1 bilhão de fotos postadas por seus usuários todo mês). Farhad Manjoo conclui – para enterrar as últimas esperanças do jornalismo colaborativo – que os internautas, atualmente, pagam é pelo velho conteúdo gerado por profissionais. Entre os quais: música vendida através do iTunes e assinaturas on-line do Wall Street Journal. Sem contar o Hulu (outro concorrente do YouTube), que veicula filmes e séries de TV, e que parece estar ensinando ao todo-poderoso Google como atrair anunciantes numa proporção muito mais interessante. Farhad, por fim, admite que o “conteúdo gerado pelo usuário” transformou definitivamente o mundo – mas é pena que ninguém ainda tenha descoberto um jeito de ganhar dinheiro com ele...

Do You Think Bandwidth Grows on Trees?


Julio Daio Borges
Editor - Digestivo Cultural - http://www.digestivocultural.com/

Quarta-feira, Maio 06, 2009

Um recado do meu amigo Pirata! Logo, um convite!

mondo pirata é o programa de estreia da rádio pirata, que - aleluia! - consegui tornar um fato. a rádio pirata terá sua base operacional, por ora, apenas no blogue (endereço abaixo, ao final da mensagem), e, igualmente por ora, está tocando apenas uma seleção musical. breve, no entanto, o programa mondo pirata será completo, com locução, convidados, informação [apenas do 'mundo' musical], completinho, enfim. a periodicidade será semanal. a programação musical, como o nome já sugere, compreenderá músicas dos 7 mares, ou seja, de tudo quanto é canto do mundo, com as pepitas sonoras que vivo garimpando pelaí, priorizando, sempre, a mistura - e dá-lhe rap russo, salsa japonesa, bhangra de alemão, samba mexicano, fora brasileiros misturando tudo ao punhado de ritmos tão nossos, gerando a única bagunça, dentre tantas nossas, digna de admiração. além disso, sons do tipo "cada um na sua", ou seja, rock, samba, forró, blues e folk, todos do tipo "raiz", ritmos latinos e africanos os mais variados - e todos capazes de transformar nossos mais sólidos ossos em tenras peças de borracha... -, enfim, um caldeirão sonoro do qual você já pode se servir, bastando-lhe apenas procurar o dial no menu do blogue [à direita de quem acessa a página] e ouvir a sequência de estreia, quer em sua ordem original, ou do jeito que bem entender, saltando uma música que não goste, tocando 10 x uma outra que adore, no volume que quiser, e o mais legal: nem precisa ficar na minha caxanga, a qual pode ser minimizada enquanto você visita outras de seu interesse, mas ouvindo as pepitas sonoras de mondo pirata. vai lá:
http://zinedopirata.blogspot.com
mi casa, su casa.
dias de saúde e delícias bacantes-evoé, evoé!-pra todos nós.
Pirata, um vosso capitão gôche


Terça-feira, Maio 05, 2009

Tudo Novo de Novo - Moska

Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Domingo, Maio 03, 2009

Antigo, eterno e moderno

Quando completei quinze anos dei duas sugestões de presente para meus pais: uma bicicleta rosa com cestinho ou uma máquina de escrever! A diferença no preço era pouca , e mesmo a máquina saindo mais cara foi o presente escolhido por eles. Claro! A mentalidade era essa , todo bom escritor tinha na sua escrivaninha sua bela e velha máquina de datilografar. Na verdade essa já era a segunda em minha vida, a primeira foi uma super antiga , nem me lembro a marca, tinha as teclas redondinhas e de difícil tabulação. Só sei que valia muito, pois meu pai precisou vendê-la quando precisou de dinheiro numa emergência familiar e lucrou uns bons trocados com ela. A máquina era dele, mas sempre brinquei nela e talvez por isso ele e e minha mãe escolheram o presente mais caro naquele aniversário, uma tropical cinza com maletinha pra carregar. Logo entrei na aula de datilografia, na minha rua mesmo, e talvez por isso tenho o toque tão pesado no teclado do computador. Minhas primeiras folhas datilografadas foram sobre Chico Buarque, estudei e pesquisei sobre suas músicas na época da ditadura para um trabalho de português do colégio, comecei a me interessar por suas letras e nessa época também que aprendi a 'roubar' discos. (Quero deixar claro que hoje não faço mais isso e outro dia mesmo até comprei um vinil do Chico, aquele da samambaia).
Hoje cismei de escrever sobre minha máquina porque arrumava os livros na minha estante e estava reparando as abas dos livros em que tem as fotos e fatos sobre a vida dos escritores. Todos eles posam ao lado de suas máquinas. A Clarice tem cada foto linda! Quem me dera conseguir datilograr com a máquina no colo como ela fazia. Tem uma do Zuenir em que ele aparece na frente de vários livros e a máquina ali do lado. Glauber também tem uma bem bacana e tem foto até de seus rascunhos datilografados. Quando pedi a máquina era para realizar dois sonhos: datilografar meu primeiro romance e tirar foto ao lado da minha máquina, foto em preto e branco pra ficar mais bonita, mais chique. Bom, ainda não realizei nenhum, mal tenho tempo pra passar por aqui e deixar algum escrito , quanto mais escrever meu primeiro romance. Às vezes fico pensando... que ideia foi essa de virar escritora? Penso que colocaram isso na minha cabeça quando pequena porque sempre era a escolhida pra escrever os cartões de aniversrário dos familiares, porque sempre preferi as aulas de redação às aulas de matemática, porque sempre gostei de trocar cartas e mesmo quando não tinha ninguém pra trocar escrevia para concursos de rótulo de produtos apenas pra ter para quem escever! Patético.
Enfim, desenvolvi esse gosto pelo que ouvia dos meus esritores preferidos e pelo que via nas capas dos livros. Ainda tenho minha máquina guardada, de vez em quando troco a fita, brinco com as teclas e faço pose ao lado dela, imaginando tudo em preto e branco...



Quinta-feira, Abril 30, 2009

Não suporto mais sua ausência, já pedi a Deus paciência...

Sábado, Abril 25, 2009

Mais um ano que se passa
Mais um ano sem você
Já não tenho a mesma idade
Envelheço na cidade...

Essa vida é jogo rápido
Para mim ou prá você
Mais um ano que se passa
Eu não sei o que fazer...

Juventude se abraça
Faz de tudo prá esquecer
Um feliz aniversário
Para mim ou prá você...

Feliz aniversário
Envelheço na cidade...

Feliz aniversário!...

Meus amigos, minha rua
As garotas da minha rua
Não os sinto, não os tenho
Mais um ano sem você...

As garotas desfilando
Os rapazes a beber
Já não tenho a mesma idade
Não pertenço a ninguém...

Juventude se abraça
Faz de tudo prá esquecer
Um feliz aniversário
Para mim ou prá você...


Sexta-feira, Abril 24, 2009

Será que os sonhos envelhecem e morrem?

Domingo, Abril 12, 2009



















Milharal - UFMG - 24/01/2009
Foto: Bárbara Mendonça

Quinta-feira, Abril 09, 2009

Infância 80

Vivi a minha infância nos anos 80, mas não gosto de lembrar disso pra não falar na minha idade . Até porque meu aniversário está chegando e sem querer começamos a filosofar sobre essas coisas... enfim, voltando ao assunto, estou viciada em baixar música na Internet, mas fico procurando as coisas antigas que não acharia nem em CD remasterizado pra comprar ou, de repente, até encontre.
Hoje me surpreendi ao ver disponível o disco da banda Inimigos do Rei. Deus do céu! E pensar que Uma barata chamada Kafka embalou parte dessa infância. Existia o Balão Mágico, a Xuxa, o Trem da Alegria, mas não resistíamos às bandas daquela época. Eu, pelo menos, tinha 10 anos quando ouvi Cabeça Dinossauro pela primeira vez, e claro, minha música preferida era Aa Uu. Naquela época diversão era comprar chiclete Ploc na hora do recreio e tentar brincar junto com os meninos - os homens são estranhos desde pequenos - . Nossa única preocupação era não atrasar na saída da aula pra pegar os Changeman, na extinta Rede Manchete, desde o início.
Ao ouvir esse disco desenterrei muita coisa, e só coisa bacana que vivi nessa época. O pouco tempo que tínhamos pra brincar com nossos pais, porque esses trabalhavam muito pra pagar nossos estudos, os programas e brincadeiras daquela época. Sem dúvida nenhuma foi a melhor fase da minha vida e olha que ainda tenho chão pela frente, mas digo com toda propriedade que a infância é um tempo bom que não volta mais!

Terça-feira, Abril 07, 2009

Festival Latino Americano da Classe Obreira

De 08 a 12 de abril - Cine Humberto Mauro

FELCO BH chega à quarta edição


Jogo da Vida Memórias do Subdesenvolvimento


De 8 a 12 de abril, acontece no Cine Humberto Mauro, em Belo Horizonte a 4ª edição do FELCO – Festival Latino Americano da Classe Obrera. Neste ano o festival apresenta a Mostra Memórias do Subdesenvolvimento, que conta com realizadores contemporâneos, cinema militante e vídeo-ativismo. Durante cinco dias o público poderá conferir não só produções atuais realizadas em várias partes da América Latina, como também das décadas de 60 e 70. Marcam presença na mostra Cine Militante, grandes nomes do cinema latino como Fernando Birri, Raymundo Glayzer e Maurice Capovilla. Como exemplo das produções contemporâneas, o Festival trás novamente a obra do cineasta Carlos Pronzato, que este ano promove o lançamento de seu livro Poemas Sem Terra, sobre sua experiência nos acampamentos do MST.

A primeira edição do FELCO aconteceu em 2004, na Argentina, por iniciativa do grupo Ojo Obrero de estudantes e militantes do Partido Obrero. Em Belo Horizonte, o FELCO é realizado pela Rede FELCO Minas, formada por vários coletivos e representantes de movimentos sociais, e conta com o apoio da Fundação Clóvis Salgado.

A programação completa pode ser acessada no site http://www.redefelcominas.ning.com/

PROGRAMAÇÃO

4° FELCO BH – Festival Latino Americano da Classe Obreira
[DE 08 A 12 DE ABRIL DE 2009]

08 QUA
17h Mostra Cine Militante: Tire Dié | 1968
19h
MOSTRAVIDEO ITAÚ CULTURAL
21h Mostra Realizadores Contemporâneos: Cinema de Quebrada | Deseducados

09 QUI
17h Mostra Vídeo-Ativismo: Romper El Cerco | La Derecha no Passará | O Preço da Luz é um Roubo
19h Mostra Cine Militante: Los Traidores
21h Debate - Estética da Resistência e Cinema Militante no Brasil
22h Pré- lançamento do Livro "Poemas sem terra" - Autor: Carlos Pronzato

10 SEX
17h Mostra Realizadores Contemporâneos: L.A.P.A.
19h Mostra Cine Militante: Memórias do Subdesenvolvimento
- Sessão Comentada por integrante do Ojo Obrero e o ativista social Jackson David
21h Mostra Realizadores Contemporâneos / Vídeo-Ativismo: Sigue-me Cantando | Nem 1 minuto de Silêncio

11 SAB
16h Mostra Realizadores Contemporâneos: À Margem do Lixo
18h Mostra Cine Militante: Um tigre de Papel | La Tierra Quema
20h Mostra Cine Militante e Realizadores Contemporâneos: Jogo da Vida

12 DOM
16h Mostra Vídeo-Ativismo e Mostra Realizadores Contemporâneos: Motim Policial | La Palavra del Água | Quando a parede cai
18h Mostra Cine Militante: Terra em Transe
20h Mostra Realizadores Contemporâneos: Terra | Refletindo 2 min | As Locações do Corpo | Protex | Buscando a Allende

>>baixe aqui todas as sinopses da mostra (56,65Kb).pdf

>>baixe aqui a programação completa da mostra (28,8Kb).pdf

Serviço
Evento:
Felco - Festival Latino Americano da Classe Obreira
Local: Cine Humberto Mauro
Data: de 08 a 12 de abril
Horário: Confira a programação
Entrada Franca
Balcão de Informações: 31 3236-7400. No mês de março o Balcão de Informações funciona em horário especial, de 14h às 21h.

ENTRADA FRANCA COM RETIRADA DE INGRESSOS MEIA HORA ANTES DA SESSÃO.

Segunda-feira, Abril 06, 2009

São Jorge de Livros e Rosas

No 13º ano de realização, a festa já faz parte do calendário oficial da cidade, com uma belíssima programação cultural: Banda Rosa Crioula, La Taberna Escuela Flamenca, Tambor Mineiro (com a presença de Maurício Tizumba), participação de Tutty Maravilha, sorteio de livros, além de uma grande surpresa na ambientação, feita pelo mestre festeiro Léo Piló. Em sintonia com a preservação do planeta, as 100 primeiras pessoas que doarem livros vão receber, além de rosas, bolsas recicladas artesanais. No dia 23 de abril, quinta-feira, de 18h às 21h, na Praça da Liberdade.

O dia 23 de abril tem o livro cravado em sua história. Mais de cem países comemoram o “Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor”, data lançada pela UNESCO em 1996. Curiosamente, é o dia de nascimento e morte de Shakespeare (1564-1616). Na Espanha, em 1616, morre Miguel de Cervantes, autor de “Dom Quixote de La Mancha”. Por esse motivo, na Catalunha (Espanha), as pessoas trocam livros por rosas. Uma rosa por São Jorge, padroeiro, e um livro por Cervantes, tradição que inspirou essa festa em Belo Horizonte.

Festa São Jorge de Rosas e Livros 23/04/2009 – quinta-feira, de 18h às 21h Praça da Liberdade Entrada

Sexta-feira, Abril 03, 2009

LANÇAMENTO DVD "A Paixão Segundo Ouro Preto" EM BH

Quinta-feira, Abril 02, 2009

Bem no fundo - Paulo Leminski

No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.

Terça-feira, Março 31, 2009

Atenção, alunos do CEFET-MG!

CEFET-MG e BHTrans discutem últimos acertos do projeto para melhorar acesso aos campi I e II

O projeto criado com o objetivo de melhorar e adequar o acesso aos campi I e II está próximo de uma resolução final entre o CEFET-MG e a Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans).

Iniciado pelo Prof.Renato Guimarães Ribeiro, da Coordenação de Transportes, o projeto surgiu devido à grande preocupação com a segurança das pessoas que trabalham e estudam no Campus II e da comunidade externa. A primeira e mais urgente providência deverá ser a colocação de faixa de pedestres em frente ao local, conforme ofício enviado pela BHTrans à diretoria da unidade.

De acordo com a Assessoria de Projetos, órgão do CEFET-MG que passou a ser responsável pela iniciativa em maio de 2008, o projeto aprovado já foi encaminhado à Prefeitura da instituição, que agora aguarda o acerto de pendências pela BHTrans. Segunda-feira, 30 de março, haverá uma reunião entre o Diretor-Geral, Prof. Flávio dos Santos, e o Diretor-Presidente da BHTrans, Ramon Victor César, com o intuito de discutir os acertos do projeto.

No Campus II, estão previstas intervenções com maior urgência:
- instalação de sinalização indicativa da existência de escola, devido à má visibilidade provocada pela curva existente antes da entrada do campus e à velocidade elevada dos veículos;

- reforma e modificações na geometria da calçada com adequação às novas normas de acessibilidade e sinalização com piso tátil;

- instalação de faixa de pedestres com sensor de avanço e piso elevado com pavimento intertravado colorido e semáforo de botoeira;

- implantação de radar de velocidade nos dois sentidos da av. Amazonas.

Para visualização do projeto do Campus II, clique aqui.


Assessoria de Comunicação/CEFET-MG

Segunda-feira, Março 30, 2009

Depois do susto...

Sabe quando alguém te liga avisando de última hora que vai lhe fazer uma visita e você está com a casa toda bagunçada, a cozinha por arrumar, a reforma pela metade, o jardim cheio de mato? E aí você fica doida pra fazer tudo de última hora, claro! Arruma a cozinha enquanto aspira o pó, tira o matinho da roseira, esconde as latas de tinta... sensação horrível, né? Pois é, foi assim que eu acabei de me sentir ao ler a última postagem de um encarecido amigo, o Pirata - link na lista de bons blogs – e olha que ele nem avisou que apareceria e traria visitas! Mas de qualquer forma eu queria organizar meu blog a qualquer preço, queria excluir minhas postagens mais ridículas, meus devaneios, textos que não gostei e mesmo assim postei porque pensei que não haveria nenhum leitor interessado. Depois lembrei que todo delírio é pertinente... e pra quem já teve o diário da época de escola invadido pelo suposto namoradinho que descobriu vários segredos, inclusive que eu gostava dele desde a 2ª série e que tinha colado na prova de matemática daquele ano - 5ª série - que problema terei em receber visitas com a casa em reforma? É como diz o velho ditado quem está na chuva é pra se molhar. Se eu criei um blog e escrevo textos, mesmo que esporadicamente, o que tem de ruim as pessoas fazerem uma visita e deixar um comentário? Eu descobri uma coisa bem séria neste mundo das letras... sempre escrevemos pra alguém ler, a princípio não sabemos pra quem, mas alguém sempre nos acompanha, os seguidores. E foi com a ajuda desse amigo aí de cima que eu descobri que o negócio é começar ‘porque tudo o mais já está aqui dentro.’ No início pode ser apenas besteira, algumas bobagens, mas de tanto tentar um dia eu acerto e assim as imperfeições dos meus pensamentos estão sendo lapidadas. Obrigada ao meu caro amigo Pirata pela força e a indicação, ali ao lado, no menu do seu blog.


P.S.: O suposto namoradinho ganhou um tabefe por ler meu diário, mas tapa de amor não doía naquela época!

Sábado, Março 28, 2009

Eu indico...


O Ofício da Palavra retoma sua programação em 2009. O primeiro convidado do ano é o jornalista, contista e romancista Ignácio de Loyola Brandão, vencedor do Prêmio Jabuti de 2008 na categoria melhor livro de ficção com o romance “O menino que vendia palavras”. Mais informações www.mao.org.br

Quinta-feira, Março 26, 2009

O meu sonho de consumo?

Abrir um SEBO, claro!!!

Quarta-feira, Março 25, 2009

Se o começo é o fim, não faz mais diferença...

Terça-feira, Março 17, 2009

"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?"

Sábado, Março 14, 2009

O que meu pai deixou...


Meu Pai e Eu - 25/12/2008

Um fio de esperança, uma corrente de orações, suspiros, lágrimas e restou apenas um sopro de saudade. Nos últimos dias nos perguntamos várias vezes se o que fizemos foi suficiente. Será que ao pedir a Deus para que ele ficasse seria justo? Será que ele nos escutava enquanto dormia? E será que ele sabia o quanto o amávamos? Lembramos apenas de fazer perguntas que não nos levarão a nada e nos esquecemos do quanto esse tempo dele aqui conosco foi importante. Agora é hora de lembrar tudo o que ele nos ensinou com sua serenidade, tranqüilidade e bom humor. Nestes anos aprendemos ou tentamos aprender a ser como ele e ao refletirmos sobre isso percebemos quanta coisa boa ficou. Uns aprenderam a cozinhar, outros aprenderam a pescar, com ele tivemos a oportunidade de ser criança quando era pra ser criança e da nossa infância ficaram grandes histórias. Aprendemos a dividir desde cedo e quanto mais dividíamos mais amor e união multiplicávamos, somamos respeito e subtraímos tristeza. Na medida em que crescíamos aprendíamos a nos tornar independentes, mas sempre fomos dependentes de um bom conselho, de um beijo na testa antes de dormir e de uma benção antes de sair ou viajar. Aprendemos a dançar cedo ao som de Bob Marley e sempre nos achamos especiais por isso. Aprendemos a torcer para o Galo desde cedo não por ser o melhor time ou por ter a melhor torcida, mas porque sempre fomos uma família de muita raça como o nosso time e lutamos e corremos atrás de tudo o que desejamos. E isso, o nosso pai nos ensinou sem perceber, ao trocar o dia pela noite quando precisava trabalhar, ao trocar nossa fraldas e cuidar das mamadeiras quando a maioria dos homens de sua época mal carregavam seus filhos. Ao continuar trabalhando, mesmo aposentado, para pagar nossos estudos. É triste pensar que quando pronunciarmos a palavra pai ele não vai nos responder, mas o que nos conforta é que enquanto ele estava aqui foi o melhor pai que poderíamos ter e nós também estávamos aqui pra ele e curtimos muito cada momento, cada segundo de sua existência. Agora não é hora apenas de lembrar os bons momentos, mas de agradecer esses bons momentos. Agradecer as orações e preces que todos fizemos por ele e agradecer principalmente a Deus pela oportunidade de tê-lo conhecido, de ter sido sua esposa, ter sido um de seus filhos, um de seus irmãos, um de seus amigos. De ter participado de sua vida. Pois agora só fica a certeza de que não precisávamos dizer “eu te amo” a todo momento, os nossos atos falaram por nós.

Terça-feira, Março 10, 2009

E agora um sopro de saudade...

Quarta-feira, Março 04, 2009

Entre suspiros, bocejos e lágrimas...

Segunda-feira, Março 02, 2009

Uma corrente de orações...

Domingo, Março 01, 2009

Um fio de esperança...

Domingo, Fevereiro 15, 2009

Agora eu sei o que significa um sopro de vida, um sopro de esperança, um sopro...

Sábado, Janeiro 03, 2009

Novo acordo ortográfico: veja como escrever e-mails e textos corretamente - Camila Rodrigues da Silva - Do UOL Tecnologia

Você está tentando escrever 'ideia' no Word e ele fica corrigindo para antiga forma 'idéia' ? Saiba que, até que a Microsoft solte a atualização do Office com o novo corretor ortográfico, você pode usar o corretor ortográfico Vero para escrever corretamente no editor de texto e na Internet, respeitando as novas regras de ortografia que entraram em vigor neste dia 1º de janeiro. Instale o Vero no FirefoxBaixe aqui o corretor ortográfico atualizadoEscreva certo: entenda o que muda com o novo acordo ortográfico. Para quem não sabe, o modo de escrever mudou um pouco desde ontem, quando passou a valer um novo acordo ortográfico que altera a forma de acentuar e escrever algumas palavras: 'idéia'virou 'ideia', 'vôo' virou 'voo' e microondas virou micro-ondas, por exemplo.O Vero é um corretor ortográfico baseado em software livre e compatível com a suíte de escritórios gratuita BrOffice (uma espécie de genérico do Microsoft Office, com editor de textos, planilhas, bancos de dados e apresentação de slides). No mesmo site, também é possível encontrar um corretor ortográfico para usar no navegador Firefox e evitar erros de português em e-mails. Clique aqui e veja como instalá-lo.Ele já está atualizado de acordo com as novas regras desde julho de 2008, disse Raimundo Santos Moura, coordenador do Projeto Verificador Ortográfico do BrOffice.org. "O Vero pode ser usado também em outros editores de texto em software livre, como o VIM. Mas com o Word ele ainda não funciona", afirma Moura.Para conseguir escrever corretamente você deverá, portanto, instalar o BrOffice e depois baixar o Vero. A Microsoft ainda não informou quando irá liberar a atualização com o novo corretor ortográfico. O prazo para adaptação dos softwares às novas regras é de três anos, ou seja, até 2012, as duas regras valerão.
02/01/2009 - 15h40

Quinta-feira, Janeiro 01, 2009

Metas pra 2009?

  • Ficar mais irresponsável;
  • Cometer novos erros;
  • Mudar!

Sexta-feira, Dezembro 19, 2008

O Museu de Artes e Ofícios está musical e cheio de cores.


Até o dia 26 de dezembro será projetado na fachada do Museu de Artes e Ofícios um espetáculo de luz, som e imagem em movimento, com cenas alusivas à cultura mineira e às comemorações natalinas. Visite a Praça da Estação e celebre a chegada do Natal!


Dê livros de Presente!!!


Se você quiser dar um presente de Natal barato, bonito e durável, não hesite em adquirir as publicações da Linha Editorial Tela e Texto.Feitos com muito carinho, os livrinhos de bolso trazem textos para todos os gostos – desde clássicos da Literatura Brasileira, até produções contemporâneas, sob a forma de poemas, contos, letras de música, crônicas, trechos de romance e da Bíblia. Daqui a poucos dias, você poderá adquirir o Folhas verdes, coletânea de textos sobre ecologia, animais, compaixão e alegria de viver, com produções de escritores consagrados (como Ferreira Gullar e Ivan Lins) e autores/ilustradores emergentes. Agradecemos a todos que cederam seus textos e imagens para a confecção do livrinho.E esperamos que você, leitor(a), proporcione a seus amigos belos textos neste Natal!

Maiores informações:
Maria José de Castro Alves - Coordenadora da Linha Editorial Tela e Texto
Tel.: 8801-1870
E-mail: zeze_castroalves@yahoo.com.br

Segunda-feira, Dezembro 15, 2008

Doenças e crise financeira mundial derrubam exportações de carnes; é hora de se tornar vegetariano

A gente não se cansa de dizer, mas nunca é demais repetir: a melhor opção de alimentação é o vegetarianismo! Isso se comprova com os recentes focos de contaminação bovina detectados em países europeus, o que faz com que haja sacrifício de animais e queda nas exportações.Na semana passada foram detectadas contaminações na carne suína da Irlanda. A contaminação é assustadora: segundo divulgou o jornal português Diário Digital, foram encontradas de 80 a 200 vezes a quantidade máxima de toxinas permitidas. Vale lembrar que Portugal é um dos maiores importadores de carne da Irlanda.Na terça-feira (09.12), o pânico aumentou pois governo da Irlanda detectou novos focos de dioxinas no país, desta vez em bovinos. Foram encontradas de duas a três vezes a quantidade máxima de toxinas permitidas em rebanhos de dez fazendas.Um comunicado do Ministério da Agricultura da Irlanda informou que serão divulgados nos próximos dias laudos informando a União Européia se é segura a comercialização das carnes suína e bovina.AÇÕES INTERNACIONAISDiante do problema com as carnes da Irlanda, diversos países já se manifestaram. O Ministério da Agricultura de Portugal recolheu dos mercados 6 das 30 toneladas de carne importada, que serão levadas para análise sob suspeita de contaminação.Já a França pede aos seus mercados que retirem de comercialização a carne suína proveniente da Irlanda. A diretora geral adjunta da Alimentação da França, Monique Eloi, disse ontem que o alerta para retirada da carne de origem irlandesa poderia afetar "milhares de toneladas" de diversos produtos fabricados na Irlanda ou importados do país.Segundo informações do jornal Irish Times, cerca de 20 países que importam carne suína da Irlanda recolheram dos mercados os produtos em seus países, com medo de que esta carne possa estar contaminada.CRISE FINANCEIRAA crise financeira que atinge todos os países também afeta a exportação de frangos brasileiros. Países importadores preferiram rever as quantidades de frango compradas do Brasil. Desde 2006 nunca se registrou vendas tão baixas no setor.Na semana passada, em Brasília, a União Brasileira de Avicultura informou, durante entrevista coletiva, que o setor começou a diminuir o alojamento das aves. Essa redução pode chegar a 10% no final do ano. “Isso para ajustar a produção em relação à demanda, tanto do mercado interno, como do mercado externo”, afirmou o presidente da União Brasileira da Avicultura, Ariel Mendes.

Domingo, Dezembro 14, 2008

Uma "deliciosa" RECEITA DA VIDA - por D.Cacilda 92 anos

Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência. Isso inclui idade, peso e altura. Deixe o médico se preocupar com eles. Para isso ele é pago. Freqüentemente dê preferência a seus amigos alegres. Os "baixo astrais" puxam você para baixo. Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado. Uma mente sem uso é a oficina do diabo. E o nome do diabo é Alzheimer. Curta coisas simples. Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego. Lágrimas acontecem. Agüente, sofra e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo. Esteja VIVO, enquanto você viver. Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais, lembranças, música, plantas, um hobby, o que for. Seu lar é o seu refúgio. Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a. Se está abaixo desse nível, peça ajuda. Não faça viagens de remorsos. Viaje para o shopping, para cidade vizinha, para um país estrangeiro, mas não faça viagens ao passado. Diga a quem você ama, que você realmente os ama, em todas as oportunidades. LEMBRE-SE SEMPRE QUE: A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego... de tanto rir... de surpresa... de êxtase... de felicidade...

Segunda-feira, Dezembro 08, 2008

Moska

Eu estou pensando em você.Pensando em nunca maisPensar em te esquecerPois quando penso em vocêÉ quando não me sinto sóCom minhas letras e cançõesCom o perfume das manhãsCom a chuva dos verõesCom o desenho das maçãsE com você me sinto bemEu estou pensando em vocêPensando em nunca maisTe esquecerEu estou pensando em vocêPensando em nunca maisTe esquecer.Eu, pensando em você.Pensando em nunca maisPensar em te esquecerPois quando penso em vocêÉ quando não me sinto sóCom minhas letras e cançõesCom o perfume das manhãsCom a chuva dos verõesCom o desenho das maçãsE com você me sinto bem.Eu estou pensando em vocêPensando em nunca maisTe esquecerEu estou pensando em vocêPensando em nunca maisTe esquecer.Eu estou pensando em vocêPensando em nunca maisTe esquecerEu estou pensando em vocêPensando em nunca maisTe esquecer.Eu estou pensando em vocêPensando em nunca maisTe esquecerEu estou pensando em vocêPensando em nunca maisTe esquecerPensando em vocêPensando em vocêPensando em vocêPensando em VOCÊ.

Quinta-feira, Dezembro 04, 2008

A evolução da Estante em 2008: o dobro de sebos, o triplo de visitantes e 1 milhão de livros vendidos!

O ano de 2008 foi palco do maior crescimento já registrado nos 3 anos da Estante. Todos os gráficos apontando para o céu. Buscas, visitas, leitores cadastrados, sebos cadastrados, e, naturalmente, o volume de livros vendidos, todos cresceram de forma inédita.
O número de visitantes aumentou 300% desde janeiro, e o número de sebos mais do que dobrou, passando de 680 em janeiro para 1.219 neste início de dezembro. O número de leitores cadastrados passou de 200 mil para 400 mil, e o de buscas alcançou o incrível patamar de 100 milhões de buscas anuais. Incrível,não? Quando o portal foi ao ar, frequentemente ouvíamos a referência "o Google dos sebos". Com esse volume de buscas realmente estamos mais do que nunca fazendo jus ao apelido!
A surpresa mais incrível nos veio quando apuramos quantos exemplares haviam sido comercializados através do portal desde o início do ano: 1 milhão de livros vendidos em 2008! Refizemos os cálculos - não tínhamos idéia de que a Estante estava vendendo já "milhões" de livros. Mas é isso mesmo! (Te cuida, Amazon! ...rs)
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Índice de satisfação: 97% !
Em paralelo a todo esse crescimento, existe o intenso trabalho comercial que realizamos junto aos sebos, acompanhando de perto as negociações. Não à toa podemos exibir na página inícial o índice de satisfação dos clientes do portal, atualmente em torno dos 97%. A Estante Virtual é portanto hoje referência para leitores de todo o Brasil não apenas na busca por livros, mas também no atendimento prestado pelos seus vendedores. Para vender na Estante Virtual, o vendedor precisa se comprometer com a excelência. Isto foi uma revolução também: normalmente os portais de venda têm uma filosofia inversa, de "lavar as mãos" para eventuais maus vendedores, mas fizemos o contrário, e nosso índice de 97% é o reflexo disso.
» Leia mais no Blog da Estante
Nova página de detalhe do livro!
Em setembro estreamos uma nova página de informação do livros, substituindo o popup anterior por uma página completa, com mais informações, novos links e visualização bem mais clara. A mudança mais sensível aconteceu na navegação: além de mais espaço para visualizar as informações de cada livro, existe um fluxo histórico de navegação, sem a perda da funcionalidade de poder voltar facilmente para os resultados de busca, ou continuar navegando.
» Veja todas as 10 vantagens descritas no Blog
Nova página de resultados de busca!
Em julho foi a vez da lista de resultados de busca, amplamente renovada. A página recebeu quatro novas informações funcionais que há algum tempo estavam nos planos de melhorias e nas sugestões de usuários que recebemos através do Suporte. Agora é possível verificar na lista de resultados:
1) os livros que contém imagem de capa,
2) os livros que contém descrição,
3) o tipo de vendedor (sebo, livreiro virtual, banca ou leitor),
4) se ele oferece algum desconto de frete.

Terça-feira, Dezembro 02, 2008

Doações para as vítimas das enchentes em Santa Catarina, no CEFET-MG, já chegam a seis toneladas


De sexta a terça-feira, foram arrecadados mais de seis toneladas de donativos, as doações não param de chegar. O CEFET-MG, assim como as demais escolas técnicas federais e suas unidades, está recebendo doações para os desabrigados em razão das chuvas em Santa Catarina. Em Belo Horizonte, as doações podem ser entregues no hall da Cantina do Campus I, na Avenida Amazonas, 5253, Nova Suíça. No interior, os donativos podem ser levados para as respectivas unidades.A iniciativa dessa campanha nacional de solidariedade é da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação.
Os interessados em oferecer água potável, agasalhos, cobertores e alimentos não perecíveis às vítimas devem procurar as escolas técnicas do seu município.Desde sexta-feira, dezenas de pessoas, movidas pela solidariedade, já passaram pelo CEFET-MG e o volume de doações já chegou a seis toneladas. Elas doaram alimentos, roupas, brinquedos e materiais de limpeza e higiene pessoal. A primeira leva será transportada, pela instituição, para a Cruz Vermelha, nesta terça-feira, 2 de dezembro, mas o recebimento de donativos continuará.
Segundo o Diretor-Geral, Prof. Flávio Santos, o grande número de doações demonstra que a sociedade e a instituição comungam o mesmo sentimento. "A solidariedade é um dos princípios que norteiam as políticas e as ações do CEFET-MG, e esse sentimento é demonstrado ao se arrecadar mais de seis toneladas de donativos tão necessários nessa situação de calamidade por qual passa Santa Catarina".
De acordo com dados da Defesa Civil de Santa Catarina, cerca de 78 mil moradores estão desabrigados. Já são nove os municípios catarinenses que decretaram estado de calamidade pública por causa das chuvas. As cidades de Gaspar, Rio dos Cedros, Nova Trento, Camboriú, Benedito Novo, Pomerode, Blumenau, Luiz Alves, Itajaí , Ilhota e Rodeio são as mais atingidas.
Na Capital, as doações também podem ser entregues na Cruz Vermelha, na Alameda Ezequiel Dias 427, telefone 3226-4233, e na Defesa Civil de Minas Gerais, que fica na rua Manaus, nº 467, 6ºandar, no bairro São Lucas, telefone 3236-2111.
Assessoria de Comunicação Social/CEFET-MG

Segunda-feira, Dezembro 01, 2008


Domingo, Novembro 30, 2008

Amar o próximo significa respeitar o valor das diferenças, que enriquecem o mundo e reconhecê-lo como um lugar fascinante e agradável, abrindo espaço para todas as possibilidades e promessas.

E fez-se noite em meu viver...

Quinta-feira, Novembro 20, 2008

Eu voto...

GALPÃO CINE HORTO APRESENTA PROPOSTA PARA OCUPAÇÃO DO MERCADO DE SANTA TEREZA

O Galpão Cine Horto, em conjunto com o Grupo Giramundo e a Agentz Produções, apresentou proposta para a ocupação do antigo Mercado de Santa Tereza. A proposta do Mercado Cultural Santa Tereza concorre com outras duas e visa a criação de um pólo nacional de produção, exibição e formação artística. O futuro do mercado será definido através de votação pelo site da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte ( www.pbh.gov.br/mercadosantatereza ), nos moldes do Orçamento Participativo Digital, entre os dias 03 de novembro e 05 de dezembro. Para votar, é necessário ter em mãos o título de eleitor e a zona eleitoral.O Mercado Cultural Santa Tereza propõe a instalação de um centro cultural em um imóvel de elevado valor histórico da cidade. A proposta apresenta como base de suas atividades as artes cênicas - especialmente o circo, o teatro e o teatro de bonecos -, desenvolvendo um diálogo com outras áreas artísticas, como a música, a dança, as artes visuais, as artes plásticas, artesanato e novas tecnologias. O objetivo é transformar o mercado em um pólo de formação, exibição e produção de artes cênicas, além de oferecer um espaço de interesse turístico para Belo Horizonte e comunidade local.A proposta do Mercado Cultural Santa Tereza une a experiência e reconhecimento de dois dos mais importantes núcleos artísticos do Brasil – o Grupo Giramundo e o Galpão Cine Horto – somados à sólida trajetória de produção de eventos e gestão cultural da Agentz Produções. A criação de um complexo grandioso como o proposto contribui para o aperfeiçoamento cultural e o acesso ao público de Belo Horizonte a atividades culturais diferenciadas, projetando o bairro de Santa Tereza como pólo de produção cultural nacional. O Mercado Cultural Santa Tereza abre espaço para a elaboração do potencial turístico da cidade, gera novos empregos e, certamente, contribui para o desenvolvimento sustentável da comunidade e região.

CONFIRA MAIS DETALHES E INFORMAÇÕES DA PROPOSTA PELO SITE: http://www.mercadoculturalsantatereza.com.br/

Terça-feira, Novembro 18, 2008

Eu indico 2...




OFICINÃO GALPÃO CINE HORTO ESTRÉIA ESPETÁCULO “ARRISCAMUNDO”



O Centro Cultural Galpão Cine Horto estréia, em 19 de novembro, o novo espetáculo do projeto Oficinão Galpão. Dirigido por Kenia Dias, o espetáculo “ArriscaMundo” traz ao público uma viagem pelo universo de Fra Mauro, religioso italiano do século XVI que traçou o mais completo mapa-múndi de sua época, desenhado através das diversas histórias de pessoas que encontrou ao longo da vida. O espetáculo fica em cartaz de 19 de novembro a 21 de dezembro, no Galpão Cine Horto, em Belo Horizonte. De quinta à sábado, 21h e domingo, 19h. Os ingressos custam R$16 (inteira) e R$8 (meia e passaporte GCH).


Esse espetáculo é o primeiro resultado do novo formato do projeto “Oficinão”, o “Oficinão Residência”. Lançado em 2008, o formato Residência prevê uma parceria entre o Galpão Cine Horto e um diretor/pesquisador, que coordena, ao longo de um ano, o processo criativo de um espetáculo. Essa proposta abre espaço para trabalhos de todas as regiões do país e traz uma nova força ao projeto mais antigo da Casa.


“ArriscaMundo” partiu da leitura do livro “O Sonho do Cartógrafo: meditações de Fra Mauro na corte de Veneza do século XVI”, de James Cowan, e do tema que esse inspirava: a elaboração de um mapa-múndi por parte do monge Fra Mauro, feito a partir de relatos indescritíveis e fantasiosos de viajantes, mercadores e religiosos do período renascentista. Embebidos dessa idéia, direção e dramaturgia desejaram investigar aspectos contemporâneos e atuais do universo de Fra Mauro, a partir da visão de mundo que ele propunha: “o mundo só é real no modo como cada um imprime sobre ele sua própria sensibilidade”.

Eu indico...


Judiaria

Arnaldo Antunes
Lupcínio Rodrigues

Agora você vai ouvir aquilo que merece
As coisas ficam muito boas quando a gente esquece
Mas acontece que eu não esqueci a sua covardia
A sua ingratidão
A judiaria que você um dia
Fez pro coitadinho do meu coração
Essas palavras que eu estou lhe falando
Têm uma verdade pura, nua e crua
Eu estou lhe mostrando a porta da rua
Pra que vocês saia sem eu lhe bater
Já chega o tempo que eu fiquei sozinho
Que eu fiquei sofrendo, que eu fiquei chorando
Agora quando eu estou melhorando
Você me aparece pra me aborrecer

Sexta-feira, Novembro 14, 2008

Dicionário

Distraída = atenção sem esforço

Quarta-feira, Novembro 12, 2008

Paulo Leminski

"eu
quando olho nos olhos
sei quando uma pessoa
está por dentro
ou está por fora
não segura
um olhar que demora
de dentro do meu centro
este poema me olha"

LEMINSKI, Paulo. Caprichos e relaxos. São Paulo: Brasiliense, 1983

Terça-feira, Novembro 11, 2008

Outras coisas

Quase nada me torna feliz
A não ser
Ser outra que não eu mesma

Terça-feira, Novembro 04, 2008

Cansei de sonhar sonhos que não são meus

Cansei de sonhar sonhos
Cansei de sonhar
Cansei

Não são meus
Não são
Não

Sexta-feira, Outubro 31, 2008

Poeminha de bolso


Janela de avião: nuvem
Janela de ônibus: paisagem
Cebola: canto do prato
Chocolate: canto da boca
Beijo no rosto: comum
Beijo na boca: frio na barriga

Quarta-feira, Outubro 15, 2008

Não seja igual, seja alternativo!

Domingo, Outubro 05, 2008

Esperando, esperando, esperando...

A espera me desespera
Minhas palavras emudecem

Domingo, Setembro 28, 2008

Quem dera eu lesse o outro lado, o lado de lá

O relógio marcava sete e quinze quando o sol invadiu o quarto pelas frestas da janela. Levantei-me, acendi meu cigarro matinal, o único do dia, aliás. Meu único vício além do café forte cura ressaca. Sentada na cama soltava as baforadas enquanto brincava com a cortina usando a ponta dos pés. Eu preferia um dia nublado, com chuva, a inspiração chega mais rápido nos dias melancólicos, mas o sol insistia em aparecer e para meu desespero ele aparecia radiante. Às vezes dias ensolarados como este me incomodam, assim como as pessoas felizes me incomodam. Terminei meu cigarro, desliguei o telefone e fui tentar escrever. O computador, como sempre, estava com vírus, não consegui ligá-lo. Fui para a máquina de escrever, troquei o papel e percebi que estava sem fita, na preguiça de sair para comprar decidi usar meu caderno de rascunho. Este livro está encomendando há muito tempo, já recebi uma parte do dinheiro, que inclusive gastei com coisas fúteis, cigarros que ainda não fumei e não sabia se os fumaria. Nem posso dizer que saí da primeira página porque esta nem foi escrita ainda, na verdade não decidi se começarei a fazer manuscrito, mas tinha papel e caneta nas mãos. Minhas idéias estavam embaralhadas, faltava inspiração, não sabia ainda o que fazer. Apareciam apenas pensamentos imperfeitos e essa falta de forma me irrita profundamente. A vontade era acender outro cigarro, mas decidi fazer um café. Enquanto a água fervia me lembrava da infância. A vontade era reviver alguns momentos e ali ficar, presa na minha memória. Fui acordada por umas batidas na porta, desliguei o fogo da chaleira e tentei fazer silêncio para parecer que a casa estava vazia. Não era um bom dia para receber visitas. Fui até a porta, encostei meu ouvido nela e aí outra batida, só mais uma. Percebi então que era ele. As batidas, a pausa e depois a última batida era o nosso código quando um dos dois se esquecia da chave. Com o ouvido na porta fiquei e só escutava minha dúvida em abri-la ou não. Do outro lado ele também fazia silêncio, apenas me esperava, como sempre. Das outras vezes eram segundos que separavam a última batida depois da pausa até o barulhinho da chave girando. Agora só a dúvida girava em torno de mim. Eu queria abrir, mas não podia, meu orgulho não deixava, na verdade meu amor próprio não deixava. Desta vez não, eu faria tudo diferente, eu não cederia. Não cederia aos meus caprichos, aos nossos desejos, não cederia a ele. O silêncio continuava, e pior, me consumindo, consumindo o ambiente. Alguns momentos dos últimos quatro anos de relacionamento vinham à minha cabeça de forma desordenada, louca, mas um em especial se passava como um filme. Esse filme que passa na nossa cabeça quando a morte se aproxima e na verdade não morremos. Éramos dois estranhos com uma cumplicidade desmedida, no nosso último encontro conversamos muito, filosofamos sobre a vida, falamos sobre o que estávamos escrevendo, sobre relações quando ele se deteve na nossa relação, como quem quer terminar, a partir daí sua voz ficou longe, soava como um eco, as palavras tinham um som fragmentado. Eu só conseguia prestar atenção numa formiga que passava no chão, parecia meio perdida sem sua trilha de feromônio para seguir. Eu me sentia como aquela formiga. Fechei meus olhos por algum tempo, estava longe daquele momento, não tinha forças para brigar, xingar ou pedir explicações, na verdade eu nem queria. O sentimento que me tomava era pena, mas eu sentia pena dele, sem mim ele não era ninguém. Percebi que da fraqueza que ele demonstrava nascia a minha força, mas mesmo assim não conseguia encará-lo. Comecei a sentir uma certa repugnância daquele momento, de mim, do meu corpo, queria me lavar, me esfregar, tirar todo o cheiro daquela noite. Juntei minhas coisas, me vesti e fui embora. O que mais me impressionava é que eu não sentia raiva, não tinha vontade de ligar, escrever ou conversar sobre o assunto, apenas pena. Eu não pensava nele, só desejava parar de fumar e conseguir inspiração para começar meu livro. Eu precisava encontrar minha trilha de feromônio. O barulho que ele fez do outro lado fez com que eu me afastasse da porta, mas eu me arrastei novamente, na verdade fui e voltei várias vezes. Deitei no chão para tentar enxergar ou entender o que acontecia do outro lado. Dei de cara com um pedaço de papel meio amassado dobrado ao meio e com sua imagem, mais parecendo uma sombra, descendo as escadas lentamente, talvez com o pressentimento de que eu abriria a porta ou telefonasse mais tarde. Qualquer ação naquele momento seria uma abertura para trocarmos alguma palavra de novo. Fazer barulho, ler o papel, abrir a porta, correr atrás dele. A água do meu café já estava fria, meu caderno me esperava, minha inspiração nem tanto e o pedaço de papel ali, parado querendo ser lido por mim. O sol, o mesmo sol radiante das sete e quinze começava a perder seu brilho, numa fração de segundos as nuvens cinzentas cobriam o céu azul, uma chuva começava a se armar. A cortina se mexeu quando uma brisa soprou e levou o pedaço de papel para longe da porta. Ensaiei um movimento para levantar e buscá-lo. Queria seguir meus impulsos, dar uma nova chance, não poderia deixá-lo ir sem dizer nada, eu desejava abrir a porta. A brisa também levara as dúvidas, a chuva me fazia bem, eu estava feliz com os primeiros pingos grossos que caíam. Seria um recomeço, mais um, desta vez faria diferente, mas antes precisava ler o papel, sentir suas palavras de novo, mesmo que fossem ásperas eu precisava saber se eram desculpas, se era um pedido pra voltar. Quando decidi levantar o vento soprou mais forte e junto com a chuva de verão se foi meu pedaço de papel meio amassado dobrado ao meio voando pela janela.

Quarta-feira, Setembro 17, 2008

“Os ordinários conservam o mundo como ele é.
Os extraordinários movem o mundo para um objetivo.
O que faz uma pessoa extraordinária quando alguém ordinário quer acabar com ela?”

Domingo, Setembro 14, 2008

Desenho do Adeus - Por Paulo Caruso


FAUSTO WOLFF (1940 - 05/09/2008)

Amante das artes, das letras e das belas artistas, beletristas ou não, Fausto Wolfffenbitle, mistura de lobo e dos Beatles, precocemente nos deixou.
Amigo dos amigos, inimigo dos inimigos, primou por ser, ao longo de toda a vida, ele mesmo. Por incrível que pareça, um homem de família. Várias famílias, coisa típica destes anos loucos que vivemos.


Um de seus livros é dedicado à sua filha, imagino, uma deusa nórdica, como ele, em versão sampleada para o sexo oposto. Nunca abdicou dele mesmo, a cada crônica, romance ou livro de contos insistia nessa histórica relação entre o homem e seu algoz, o pensamento. Neste caso, em se tratando de quem tratamos, o pensamento, assim como outras partes de sua anatomia, era grande, muito grande.


Como atrás de um grande homem vem sempre uma grande mulher, a pequenina e graciosa Mônica foi o passarinho designado para o acompanhar até o último momento. Assim ele a chamava, "Passarinho", e era engraçado vê-la acudindo o gigante em seu tormento, fosse porque acabara o precioso líquido com que embalava sua imaginação ou porque os convivas reclamavam sua presença. Numa dessas suas missões heróicas, Passarinho o conduziu de ambulância ao hospital, depois de encontrar o gigante adormecido ao chão do banheiro.
Ao saber da ocorrência, decretei com ar digno de um Protógenes: "Faltou sangue no cérebro do Jebão, ao tentar levantar o mastro para o pipi matinal!".


Assim era a convivência, feita de sustos e assombros, receita para um grande amor. Isso nosso grande homem nunca nos regateou, era sempre um coração aberto, embalando-nos com suas crenças e convicções e confortando-nos com seu imenso querer a respeito dos limites da espécie humana, principalmente dessa espécie de sacanas que teimam em reinar sobre nosotros.


Nem mesmo o Sr. Da Silva ele perdoou. Para quem, como eu, imaginava-o o último esquerdista – já que essas questões semânticas haviam cada vez mais entrado em colapso – era notável vê-lo esgrimindo raciocínios a respeito do papel da verdadeira esquerda num mundo cada vez mais globalizado pela direita. McCain podia imaginar o próprio McCain se dizendo o candidato da mudança?


Em nosso último encontro levei um desenho meu, original, coisa que ele tanto prezava. Era uma caricatura que o colocava correndo atrás de seu primeiro milhão, depois da indenização conquistada por Jaguar e Ziraldo, seus companheiros do Pasquim. No desenho em questão ele absolutamente cobrava por justiça ou criticava os brindados por tal distinção. Apenas pedia que lhe dissessem o nome dos advogados de tão justa causa.


Nessa viagem, a corrida pro táxi, aeroporto etc, esqueci um desenho que era o mais amoroso, que o retratava como um Deus do Olimpo, exatamente como quase o conheci, tentando entrar no Pasquim e sendo impedido pelo zelo da secretária, dona Nelma Quadros.


Lá de baixo, na Rua Clarice Índio do Brasil, eu via a escadaria que culminava numa mesinha onde uma garrafa de uísque repousava entre os joelhos, imagino, do Millôr, do Fausto Wolff, do Jaguar, do Ziraldo e do Ivan Lessa. Aquilo pra mim era o Olimpo, pensava comigo mesmo. Um dia chego lá.

Palavras Soltas

Riso largo

Olhos fugitivos

Coração pensativo

Olhos dorminhocos

Domingo, Setembro 07, 2008

I'm still haven’t found what I'm looking for

Domingo, Agosto 31, 2008

Marginal é quem escreve à margem,
deixando branca a página
para que a paisagem passe
e deixe tudo claro à sua passagem.
Marginal, escrever na entrelinha,
sem nunca saber direito
quem veio primeiro,o ovo ou a galinha.
Paulo Leminski

Quarta-feira, Agosto 27, 2008

O que são os verbos?

O que são os verbos?

AMOR
Dor

CANTAR
Horror

ABRAÇAR
Calor

BEIJAR
Amor

Domingo, Julho 06, 2008

LÁGRIMAS DE DIAMANTES

Não se preocupe mais
Com minha imperfeição
Não se pergunte mais
Porque me disse não
Se eu não procuro agora
O que encontramos antes
É só porque a noite chora
Lágrimas de diamantes
Lágrimas de diamantes
À noite, lágrimas de diamantes
De dia lágrimas, à noite amantes
Lágrimas de diamantes

Sexta-feira, Junho 20, 2008


Domingo, Junho 01, 2008

Dia dos namorados - Marçal Aquino


O rapaz e a moça entraram na pousada e, de um jeito tímido, ele perguntou o preço da diária. O velho Lilico informou e o rapaz e a moça trocaram um olhar em que faiscaram jóias de diversos tamanhos. A maior delas era a cumplicidade.Enquanto o rapaz preenchia a ficha de entrada, a moça se afastou um pouco para examinar melhor o quadro na parede — e pude vê-la por inteiro.Era muito bonita. Tinha os cabelos e a pele claros. Alta, magra, ossos salientes nos ombros. Estava no mundo há pouco mais de uma década e meia e, com certeza, alguém que recusara já havia escrito poemas desesperados pensando nela. Ou cortado os pulsos — o que é quase a mesma coisa.Embora não merecesse, o quadro recebeu toda sua atenção por alguns instantes. Era uma pintura ordinária. Eu já tivera a oportunidade de analisá-la durante as longas tardes em que a chuva me impedia de sair para caminhar pela cidade. Uma cidade habitada, fora da temporada turística, por velhos, aposentados e hippies extemporâneos. Gente que tentava, de um jeito ou de outro, ser esquecida.O quadro: penso que o artista havia experimentado um momento de genuína felicidade ao contemplar, em algum canto do país, aquelas montanhas, aquele prado, aqueles cavalos. E, generoso, decidira compartilhar esse momento com o resto da humanidade. Mas a verdade é que fracassara. A arte não é feita de boas intenções.O olhar com que a moça se despediu — para sempre — daquela obra continha um pouco de piedade. E, com isso, ela me conquistou em definitivo.O velho Lilico entregou a chave ao rapaz, que se voltou e sorriu para a moça. Seu ar era de alguém vitorioso. Mas sou capaz de apostar que a mão que ele juntou à dela, antes de subirem a escada de madeira, tinha a palma molhada de suor. Havia um princípio de rubor no rosto dela. Eram muito jovens e estavam vivendo um grande momento, mas não sabiam disso ainda. Essas coisas a gente só compreende depois.Lilico deixou o balcão da recepção e foi até a copa, onde falou alguma coisa para Jair, um de seus empregados. Em seguida veio até a mesa que eu ocupava."Gosto de gente que chega para hospedar-se sem nenhuma bagagem", ele comentou."E a felicidade que eles carregam, não conta?", eu perguntei.Ele examinou o tabuleiro, como se estivesse tentando rememorar a jogada que pretendia fazer antes de ser interrompido pela chegada do casal."Mandei o Jair levar uma garrafa de champanhe para eles. Cortesia da casa”."Fez bem", eu disse."Gozado, sabe quem essa moça me lembrou?"Eu disse: "Sei"."Acho que foram os olhos dela", ele falou. "Muito parecidos."Retomamos o jogo e não falamos mais do casal. Eu, porém, continuei pensando neles. Num dia como aquele, anos antes, uma mulher, que entrava comigo num hotel bem diferente daquela pousada, me dissera: "Hoje eu vou te dar um presente muito especial".Um pouco depois da meia-noite interrompemos o jogo e o velho Lilico recolheu as peças e guardou o tabuleiro. E eu já estava no meio da escada, a caminho do meu quarto, quando ele perguntou: "Você ainda pensa nela?""De vez em quando eu penso.""E por que você não vai atrás dela? Vocês dois ainda têm alguns anos pela frente.""A mágica não acontece duas vezes", eu disse.O velho Lilico balançou a cabeça."Você sabe que só em filme francês antigo o herói termina seus dias em hotéis vagabundos, escrevendo livros que nunca irá publicar”.Eu me limitei a sorrir. Então ele me desejou "boa noite" e voltou para a recepção.Eu subi a escada e, ao chegar ao corredor, parei diante da porta do quarto que o casal ocupava e tentei ouvir alguma coisa. Mas tudo estava silencioso. Entrei nó meu quarto e, enquanto me despia, pensei no velho Lilico. Ele tinha razão: ainda me restavam alguns anos pela frente. E essa era a pior parte da história.

Quinta-feira, Maio 22, 2008

O doido da garrafa - Adriana Falcão


Ele não era mais doido do que as outras pessoas do mundo, mas as outras pessoas do mundo insistiam em dizer que ele era doido.Depois que se apaixonou por uma garrafa de plástico de se carregar na bicicleta e passou a andar sempre com ela pendurada na cintura, virou o Doido da Garrafa.O Doido da Garrafa fazia passarinhos de papel como ninguém, mas era especialista mesmo em construir barquinhos com palitos. Batizava cada barco com um nome de mulher e, enquanto estava trabalhando nele, morria de amores pela dona imaginária do nome. Depois ia esquecendo uma por uma, todas elas, com exceção de Olívia, uma nau antiga que levou dezessete dias para ser construída.Batucava muito bem e vivia inventando, de improviso, músicas especialmente compostas para toda e qualquer finalidade, nos mais variados gêneros. Uai aí aquela da mulher de blusa verde atravessando a rua apressada, e o Doido da Garrafa imediatamente compunha um samba, uma valsa, um rock, um rap, um blues, dependendo da mulher de blusa verde, do atravessando, da rua e do apressada. Geralmente ficava uma obra-prima.Gostava muito de observar as pessoas na rua, do cheiro de café, de cantar e de ouvir música. Não gostava muito do fato de ter pernas, mas acabou se acostumando com elas. De cabelo ele gostava. Em compensação, tinha verdadeiro horror a multidão, bermudão, tubarão, ladrão, camburão, bajulação, afetação, dança de salão, falta de educação e à palavra bife.Escrevia cartas para ninguém, umas em prosa, outras em poesia, como mero exercício de estilo.Tinha mania de dar entrevistas para o vento e já sabia a resposta de qualquer pergunta que porventura alguém pudesse lhe fazer um dia.Ajudava o dicionário a explicar as coisas inventando palavras necessárias, como dorinfinita.Adorava álgebra, mas tinha particular antipatia por trigonometria, pois não encontrava nenhum motivo para se pegar pedaços de triângulos e fazer contas tão difíceis com eles.Conhecia mitologia a fundo.Tinha angústia matinal, uma depressão no meio da tarde que ele chamava de cinco horas, porque era a hora que ela aparecia, e uma insônia crônica a quem chamava carinhosamente de Proserpina.Sentia uma paixão azul dentro do peito, desde criança, sempre que olhava o mar e orgulhava-se muito disso.Acreditava no amor, mas tinha vergonha da frase.Às vezes falava sozinho, Preferia tristeza à agonia.Todas as noites, entre oito e dez e meia, era visto andando de um lado para o outro da rua, método que tinha inventado para acabar de vez com a preocupação de fazer a volta de repente, quando achava que já tinha andado o suficiente. (Preferia que ninguém percebesse que ele não tinha para onde ir.) Enquanto andava, repetia dentro da cabeÇa incessantemente a palavra ecumênico sem ter a menor idéia da razão pela qual fazia isso.Durante o dia o Doido da Garrafa trabalhava numa multinacional, era sujeito bem visto, supervisor de departamento, ganhava um bom salário e gratificações que entregava para a mulher aplicar em fundos de investimento.No fim do ano ia trocar de carro.Era excelente chefe de família.Não era mais doido do que as outras pessoas do mundo, mas sempre que ele passava as outras pessoas do mundo pensavam, lá vai o Doido da Garrafa, e assim se esqueciam das suas próprias garrafas um pouquinho.

Quinta-feira, Maio 01, 2008

Limpeza ecológica

Aprenda a preparar uma mistura para limpar pisos, armários e o vaso sanitário sem usar produtos químicos.

É possível limpar o piso, azulejos e armários com essa mistura. Com um borrifador cheio, você consegue limpar uma casa com dois quartos, sala, cozinha e banheiro.
Confira os ingredientes:

- 1 litro de água
- 1 pitada de sal
- dois dedos de vinagre branco
- 6 gotas de limão
- 4 colheres de chá (cheias) de bicarbonato de sódio

Para limpar o vaso sanitário, misture só a água, o bicarbonato e o sal e dispense os outros ingredientes. Deixe a mistura agir por meia hora.

Sexta-feira, Abril 18, 2008


Mandei plantar folhas de sonhos nos jardins do SOLAR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Outro dia li um texto do Frei Betto numa prova de concurso em que ele afirmava: “juventude é estado de espírito, e nada mais feio do que, num corpo esbelto, uma alma enrugada.” Gente, essas palavras caíram como uma luva!

Pés de galinha, linhas de expressão, rugas, é tudo muito pequeno e fútil se pensarmos nas cicatrizes de infância, nas paixões da adolescência, nas aventuras da fase adulta e até mesmo nas novas responsabilidades que assumimos com o passar do tempo. Viver é bom demais e envelhecer é muito mais do que isso!

Então preciso aproveitar que ainda tenho um corpo esbelto (sic!) e rejuvenescer minha alma. E nada melhor do que a companhia dos familiares e amigos para comemorar toda essa experiência adquirida, não é verdade?

Conto com vocês no dia vinte e cinco a partir das 19 horas no SOLAR.
Por favor, confirmem presença por e-mail mesmo para eu saber o número de lembrancinhas e não se atrasem! Rsrsrsrs

Endereco: Avenida Bernardo Monteiro, 60 - Floresta Entrada: R$3,00 e para aqueles que quiserem fazer doações é só levar livros, brinquedos ou agasalhos

Impropriedade: LivreHappy hour: Projeto Istudo, sexta, de 19h às 1h
Formas de Pagamento: Cheque, DinheiroPossui: Área para fumantes
Nanda Ricardo
(31) 9714-4631
http://nandaricardocampos.blogspot.com

Quinta-feira, Abril 17, 2008

Erra uma vez - Paulo Leminski


nunca cometo o mesmo erro

duas vezes

já cometo duas

três quatro cinco seis

até esse erro aprender

que só o erro tem vez

Quinta-feira, Março 27, 2008

É preciso não esquecer nada

É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.

O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos

Quinta-feira, Março 20, 2008

As lentas nuvens fazem sono - Fernando Pessoa

As lentas nuvens fazem sono,
O céu azul faz bom dormir.
Bóio, num íntimo abandono,
À tona de me não sentir.

E é suave, como um correr de água,
O sentir que não sou alguém,
Não sou capaz de peso ou mágoa.
Minha alma é aquilo que não tem.

Que bom, à margem do ribeiro

Saber que é ele que vai indo...
E só em sono eu vou primeiro.
E só em sonho eu vou seguindo.

Quarta-feira, Março 12, 2008

O prazer da leitura - Rubem Fonseca

Miriam Leitão, a admirável colunista de O Globo, num dos seus últimos artigos, escreveu: "Se tivermos os melhores fundamentos macroeconômicos, mas se os jovens não entenderem o que lêem, não haverá futuro". Como sempre, a excelente cronista está dizendo uma verdade absoluta. E Miriam Leitão acrescenta: "Há 500 anos o sistema educacional se estruturou em torno do livro, mas o Brasil, no começo do século XXI não consegue capturar os estudantes para o prazer da leitura."
De que maneira "capturar", como diz Miriam Leitão, o estudante para o prazer da leitura? Virginia Woolf diferenciava a pessoa que ama a leitura da pessoa que ama a erudição. Eu concordo com ela. Sei, por experiência própria, que a leitura por prazer nos dá um saber mais sutil, permite conhecermos melhor a nós mesmos. O "Conhece-te a ti mesmo", frase inscrita no frontão do templo de Apolo, na Grécia, em grego gnothi seauton, na tradução latina, nosce te ipsum – é uma lição milenar que também nos ajuda a conhecermos melhor o Outro. O prazer da leitura nos dá um saber que liberta, o wissen macht frei, da divisa alemã.
Talvez por isso, para Borges, o livro era como um objeto mágico. Ele imaginava o paraíso como uma imensa biblioteca. Maquiavel, o autor do clássico O príncipe, disse que, quando chegava a noite, ele ia ao seu estúdio para ler e durante esse tempo se esquecia da vida, não recordava suas tristezas, não temia a pobreza, não tremia ante a morte – ele era parte do mundo dos livros.

Proust afirma, em seu livro intitulado O prazer da leitura, que não há, talvez, dias de nossa infância que tenhamos tão intensamente vivido como aqueles que passamos com o nosso livro preferido. Para Harold Bloom o prazer da leitura é o mais benéfico de todos os prazeres. "Somos lo que leemos", disse Alberto Manguel, e eu acrescento: somos o que lemos quando lemos por prazer.

Mas, repito, como capturar para o estudante esse prazer? Um filho meu, no colégio, tinha que ler livros como Os sertões. O professor acreditava que um garoto descobriria o prazer da leitura lendo Os sertões? É uma obra-prima, mas não para ser lida por uma criança. Esse professor tinha a melhor das intenções, mas é mais fácil adquirir o prazer da leitura com livros "ordinários" do que lendo os clássicos.

(Há quem diga que o ideal seriam os contos, são mais fáceis de ler, podem ser lidos sem interrupções. Para Henry James, o conto se situa no limite maravilhoso entre a poesia e a realidade).

Creio que o fato de o ensino, por vários motivos, nem todos aceitáveis, ter criado o critério da múltipla escolha, acabando com as respostas discursivas, contribuiu de certa forma para a situação em que nos encontramos.

Não se deve proibir ou forçar a leitura de um livro. Não importa se o livro é proibido por razões políticas ou morais. As palavras da língua portuguesa mais proferidas entre os meninos e meninas dos colégios (para não falar dos adultos de todas as áreas) são "porra" e "caralho". Talvez "porra" seja a palavra da língua portuguesa mais pronunciada no Brasil.

Segundo uma survey recente realizada nos Estados Unidos, usando uma amostragem que, conforme os especialistas que a realizaram, representava o universo pesquisado – ou seja, todo o país –, o termo mais falado e escrito na América do Norte é "fuck" – "foder". De acordo com os pesquisadores, se idêntica survey fosse realizada na Inglaterra, o resultado seria semelhante. Vamos deixar de moralismos hipócritas.

Outra coisa: o intento de fazer o menino aprender os aspectos gramaticais do livro ainda torna a leitura mais árida e difícil. A criança deve ler o livro que lhe agrada, durante o prazo que julgar necessário. A leitura não deve ser vista como uma tarefa, um trabalho, e sim como uma diversão. Reconheço que a missão do professor não é fácil. Certamente essa responsabilidade deve ser dividida entre o professor e os pais da criança.

Como foi que eu descobri o prazer da leitura? Lendo, na minha infância, autores de quinta categoria: Michel Zevaco, Ponson Du Terrail, Rafael Sabatini, H. Ridder Haggard, Emilio Salgari, James Fenimore Cooper, Karl May. Depois Mark Twain, Julio Verne e muitos outros, entre os quais se incluíam escritores de livros policiais como Edgard Wallace, Agatha Christie e Edgar Allan Poe. Foram esses autores de livros de aventura e livros policiais, uns realmente bons (Twain, Poe, Verne), porém a maioria medíocre, que me fizeram descobrir o prazer da leitura. (Estranhamente nunca li Monteiro Lobato, nem qualquer outro autor de literatura dita "infantil"). Com o tempo passei a ler, já então com prazer ainda maior, os clássicos, antigos e modernos, Homero, Virgílio, Dante, Shakespeare (os sonetos), Camões, Cervantes, Proust, Maupassant, Tchekov, Eliot, Henry James, James Joyce e todos os outros. Até hoje, o prazer de ler é um dos meus maiores prazeres. Principalmente ler poesia.

Ia me esquecendo. Detestava quando o professor me mandava fazer uma análise gramatical ou léxica do texto que eu havia lido. Nunca aprendi gramática, e creio que isso não me impediu que aprendesse a escrever bem, lendo. Esta é a melhor maneira de aprender a escrever: lendo, lendo, lendo muito.

Concordo com Ferreira Gullar, quando ele diz que "gramático é alguém que em vez de dominar a língua é dominado por ela."

Vou encerrar dando novamente a palavra à nossa notável Miriam Leitão: "Precisamos capturar os estudantes para o prazer da leitura. Prazer que meus pais e profesores me ensinaram na infância e ao qual tributo cada um dos meus êxitos. Quem não lê não pensa bem. Quem não é ensinado a pensar jamais vai realizar o seu potencial."

Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008


Quinta-feira, Fevereiro 21, 2008

Sobre a origem da poesia - Arnaldo Antunes


A origem da poesia se confunde com a origem da própria linguagem.Talvez fizesse mais sentido perguntar quando a linguagem verbal deixou de ser poesia. Ou: qual a origem do discurso não-poético, já que, restituindo laços mais íntimos entre os signos e as coisas por eles designadas, a poesia aponta para um uso muito primário da linguagem, que parece anterior ao perfil de sua ocorrência nas conversas, nos jornais, nas aulas, conferências, discussões, discursos, ensaios ou telefonemas.Como se ela restituísse, através de um uso específico da língua, a integridade entre nome e coisa — que o tempo e as culturas do homem civilizado trataram de separar no decorrer da história.A manifestação do que chamamos de poesia hoje nos sugere mínimos flashbacks de uma possível infância da linguagem, antes que a representação rompesse seu cordão umbilical, gerando essas duas metades — significante e significado.Houve esse tempo? Quando não havia poesia porque a poesia estava em tudo o que se dizia? Quando o nome da coisa era algo que fazia parte dela, assim como sua cor, seu tamanho, seu peso? Quando os laços entre os sentidos ainda não se haviam desfeito, então música, poesia, pensamento, dança, imagem, cheiro, sabor, consistência se conjugavam em experiências integrais, associadas a utilidades práticas, mágicas, curativas, religiosas, sexuais, guerreiras?Pode ser que essas suposições tenham algo de utópico, projetado sobre um passado pré-babélico, tribal, primitivo. Ao mesmo tempo, cada novo poema do futuro que o presente alcança cria, com sua ocorrência, um pouco desse passado.Lembro-me de ter lido, certa vez, um comentário de Décio Pignatari, em que ele chamava a atenção para o fato de, tanto em chinês como em tupi, não existir o verbo ser, enquanto verbo de ligação. Assim, o ser das coisas ditas se manifestaria nelas próprias (substantivos), não numa partícula verbal externa a elas, o que faria delas línguas poéticas por natureza, mais propensas à composição analógica.Mais perto do senso comum, podemos atentar para como colocam os índios americanos falando, na maioria dos filmes de cowboy — Eles dizem "maçã vermelha", "água boa", "cavalo veloz"; em vez de "a maçã é vermelha", "essa água é boa", "aquele cavalo é veloz". Essa forma mais sintética, telegráfica, aproxima os nomes da própria existência — como se a fala não estivesse se referindo àquelas coisas, e sim apresentando-as (ao mesmo tempo em que se apresenta).No seu estado de língua, no dicionário, as palavras intermediam nossa relação com as coisas, impedindo nosso contato direto com elas. A linguagem poética inverte essa relação pois vindo a se tornar, ela em si, coisa, oferece uma via de acesso sensível mais direto entre nós e o mundo.Segundo Mikhail Bakhtin, (em "Marxismo e Filosofia da Linguagem") "o estudo das línguas dos povos primitivos e a paleontologia contemporânea das significações levam-nos a uma conclusão acerca da chamada 'complexidade' do pensamento primitivo. O homem pré-histórico usava uma mesma e única palavra para designar manifestações muito diversas, que, do nosso ponto de vista, não apresentam nenhum elo entre si. Além disso, uma mesma e única palavra podia designar conceitos diametralmente opostos: o alto e o baixo, a terra e o céu, o bem e o mal, etc". Tais usos são inteiramente estranhos à linguagem referencial, mas bastante comuns à poesia, que elabora seus paradoxos, duplos sentidos, analogias e ambiguidades para gerar novas significações nos signos de sempre.Já perdemos a inocência de uma linguagem plena assim. As palavras se desapegaram das coisas, assim como os olhos se desapegaram dos ouvidos, ou como a criação se desapegou da vida. Mas temos esses pequenos oásis — os poemas — contaminando o deserto da referencialidade.
Incluído no libreto do espetáculo “12 Poemas para dançarmos”, dirigido por Gisela Moreau, São Paulo

Quinta-feira, Janeiro 31, 2008

IMPORTANTE: Recomendação da Cruz Vermelha


As equipes de emergência médica se deram conta de que, muito frequentemente, nos acidentes em rodovias, os feridos portam consigo um telefone celular. No entanto, na hora de os médicos fazerem uso para se comunicar algum parente, não sabem com quem contatar entre a longa lista de números.

Assim, lançam-nos a idéia de que todos adicionem em sua agenda do telefone celular um número da pessoa a ser contactada, em caso de acidente, sob a expressão "A Emergência".
(O A é para que apareça sempre em primeiro lugar na lista).

É algo simples, não custa nada e poderia nos ajudar demais.

SE LHE PARECE UMA BOA IDÉIA, REPASSE ESTA MENSAGEM AO MAIOR NÚMERO POSSÍVEL DE PESSOAS.

Quarta-feira, Janeiro 30, 2008

Quando o Carnaval Chegar - Chico Buarque


Quem me vê sempre parado, distante garante que eu não sei sambar

Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando e não posso falar

Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Eu vejo as pernas de louça da moça que passa e não posso pegar

Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Há quanto tempo desejo seu beijo molhado de maracujá

Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

E quem me ofende, humilhando, pisando, pensando que eu vou aturar

Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Eu vejo a barra do dia surgindo, pedindo pra gente cantar

Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Eu tenho tanta alegria, adiada, abafada, quem dera gritar

Segunda-feira, Janeiro 28, 2008

Ligeira nota sobre a ortografia de Monteiro Lobato

Monteiro Lobato pensa em tudo por si próprio. Muito antes de oficializada atual ortografia, já ele tinha reagido contra a etimologica – e agora reage contra os acentos. Em tudo quanto escreve, e nas traduções, não usa acentos afora os antigos. Qual a razão dessa ojeriza? Interpelamo-lo e a sua resposta merece menção.
- “Não é ojeriza. É o horror que eu tenho à imbecilidade humana sob qualquer forma que se apresente. Há uma lei natural que orienta a evolução de todas as linguas: a lei do menor esforço. Se eu posso dizer isto com o esforço de um quilogrametro, por que dize-lo com o esforço de dois? Essa lei norteia a evolução da lingua e foi o que fez que caissem as inuteis letras dobradas, os hh mudos, etc. A reforma ortografica veiu apenas apressar um processo em curso. Por si mesma a palavra phthysica passou a tisica, e o ph já havia sido desmontado pelo f. E assim seria em tudo. Essa grande lei do menor esforça conduz á simplificação da ortografia, jamais á complicação – e os tais acentos a torto e a direito que os reformadores oficiais impuseram á nova ortografia vêm complicar, vêm contrariar a lei da evolução! São, pois, uma coisa incientifica, tola, imbecil, cretinizante e que deve ser violentamente repelida por todas as pessoas decentes. Escrever “há” ou “êsse”, ou “ôutro”, ou “frequência”, só porque uns tais ignarissimos “alhos”, gramaticais resolveram assim, é ser covarde, bobo. Que é a lingua dum país? É a mais bela obra coletiva desse país. Ouça este pedacinho da Carolina Michaelis: “A lingua é a mais genial, original e nacional obra d’arte que uma nação cria e desenvolve. Neste desenvolve está a evolução da lingua. Uma lingua está sempre se desenvolvendo no sentido da simplificação, e a reforma ortografica foi apenas um simples apressar o passo desse desenvolvimento. Mas a criação de acentos novos, como o grave e o trema, bem como a inutil acentuação de quasi todas as palavras, não é desenvolvimento para a frente e sim complicação, involução e, portanto, coisa que só merece pau, pau e mais pau.”
- Nega então a utilidade do acento?
- “Está claro, homem! Pois não vê que a maior das linguas modernas, a mais rica em numero de palavras, a mais falada de todas, a de mais opulenta literatura – a lingua inglesa – não tem um só acento? E isto teve sua parte na vitoria dos povos de lingua inglesa no mundo, do mesmo modo que a excessiva acentuação da lingua francesa foi parte de vulto na decadencia e queda final da França. O tempo que os franceses gastaram em acentuar as palavras foi tempo perdido – que o inglês aproveitou para empolgar o mundo. Ora, depois dessa formidavel demonstração da coisa desastrosa que é o acento, virem os nossos gramaticos decuplicar a nossa acentuação, é coisa que eu explico só dde um modo: quinta-colunismo! Essa gente é suspeita! Essa gente quer arrastar este país a um imenso desastre futuro! Quer que tenhamos o ignominioso destino da França, a pobre vitima do excesso de acentos!”
- Mas a acentuação já está imposta por lei.
- “Não há lei humana que dirija uma lingua, porque lingua é um fenomeno natural, comjo a oferta e a procura, como o crescimento das crianças, como a senilidade, etc. Se uma lei institue a obrigatoriedade dos acentos, essa lei vai fazer companhia ás leis idiotsa que tentam regular preços e mais coisas. Leis assim nascem mortas e é um dever civico ignora-las, sejam lá quais forem os paspalhões que as assinem. A lei fica aí e nós, os donos da lingua, nós, o povo, vamos fazendo o que a lei natural da simplificação manda. Trema!... Acento grave!... “Ôutro” com acento circunflexo, como se houvesse meio de alguem enganar-se na pronuncia dessa palavra!... Imbecilidade pura, meu caro. E a reação contra o grotesco acentismo já começou. Os jornais não o aceitam e os escritores mais decentes, idem. A aceitação do acento está ficando como a marca, a carateristica do carneirismo, do servilismo a tudo quanto cheira a oficial. Eu, de mim, solenemente o declaro, não sou “mé”, e portanto não admito esses acentos em coisa nenhuma que eu escreva, nem leio nada que os traga. Se alguem me escreve uma carta cheia de acentos, encosto-a. Nem leio. E se vem alguma com trema, devolvo-a, nobremente enojado...”
Diante disso resolvemos respeitar nesta edição a ortografia de Monteiro Lobato, realmente mais simples e comoda do que a aconselhada pela nossa academia.

Até a 36ª edição, a ortografia de Monteiro Lobato foi respeitada. A partir da 37ª edição, optou-se por seguir o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.

Quarta-feira, Janeiro 02, 2008

On Vacation...

Escreverei depois do curso, ou seja, no fim de janeiro!
Besos!

Sexta-feira, Dezembro 28, 2007

Porque eu me importo!


Para ler sem pressa - Texto Adaptado

Minha mãe contava que minha avó, no primeiro dia de janeiro, a primeira coisa que dizia ao café da manhã era: “Ano novo, vida nova...” Isso acontecia todo ano. Mas a vida continuava do jeito como sempre fora. Parece que o costume, o hábito e a inércia são mais fortes que as boas intenções. Acontece também comigo e já há algumas semanas tenho estado pensando nas mudanças que desejo fazer na minha vida no ano de 2008. O meu primeiro desejo, eu o anunciei no fim do ano passado. Mas não consegui realizá-lo. Trata-se de um assassinato. Não, não se aflijam. Não quero matar ninguém. Matar é coisa violenta, as mãos ficam vermelhas de sangue. Mas tenho a suspeita de que eu gostaria de deletar algumas pessoas com a simples pressão da tecla do meu computador. Assassinato limpo, sem deixar vestígios... Álvaro de Campos observou que há pessoas que pesam mais durando que deixando de durar. Se elas deixassem de durar, o mundo ficaria mais leve. Pois eu queria matar uma Nanda que mora nesse albergue que é o meu corpo. Nele moram muitas versões de mim mesma. Gosto de umas. Não gosto de outras. Mas há uma versão de mim mesma que me horroriza: a Nanda torturadora. Essa Nanda põe-me no pau-de-arara e não me tira de lá. O pau-de-arara se chama consciência. E a voz da consciência é tão mansinha, ninguém ouve, só eu. É o tal do superego. E o meu superego me diz sem parar: “É preciso produzir, há muita coisa para ser feita, você elogia a vagabundagem, mas isso é só para os outros.” O meu superego põe sempre diante de mim a lista das coisas que precisam ser feitas, ninguém me impôs essa lista, fui eu mesmo quem a fez. Mas eu gostaria tanto de vagabundear! “Ah! A frescura na face de não cumprir um dever...” Será que Álvaro de Campos era assim mesmo? Acho mesmo que ele era um fingidor, como todo poeta. Gostaria que a Nanda torturadora pelo menos ficasse de férias durante as férias. Que ela deixasse o computador de lado e não sentisse a sua falta. Isto: gostaria de poder ser um pouco vagabunda, faltar a compromissos, não responder e-mails e cartas, com uma consciência sonolenta. Depois gostaria de separar tempo para ler. Eu leio tão pouco. Estou sempre escrevendo(bobagens). Sou como o coelho do livro Alice no País das Maravilhas. Ele corria olhando para um relógio de bolso e ia dizendo “Estou atrasado, estou atrasado...” Tanta coisa boa para se ler. Gostaria, por exemplo, de dizer alto, pelo menos uma vez por semana, os 33 nomes de Deus, segundo Marguerite Yourcenar, autora do livro Memórias de Adriano, de leitura obrigatória. O Deus dela é igualzinho ao meu. Vão aí alguns dos nomes do Deus da escritora: “mar da manhã”, “barulho da fonte nos rochedos sobre as paredes de pedra”, “vento de mar, à noite, numa ilha”, “abelha”, “vôo triangular dos cisnes”, “cabritinho novo, ovelhinha, carneirinho...”, “mugido manso da vaca, mugido selvagem do touro”, “fogo vermelho no fogão”, “olhos e aquilo que eles vêem”... É só ver o que os nomes dizem para a alma se encher de alegria. Como é fácil e bonito acreditar nesse Deus sem vinganças, sem milagres e sem infernos... Deus mora nos nomes. Quero ler os jornais cada vez menos. Não sei o que fazer com as notícias. Elas entram dentro de mim como uma mistura de fezes e sangue que me provoca vômitos. Não agüento mais ler as declarações dos políticos. Não se pode acreditar em nada do que dizem. Nada falam por amor à verdade. Sua fala, ao contrário, tem sempre objetivos estratégicos. Há, numa escola de Portugal, um computador com dois arquivos: “Acho bem”, “Acho mal”. Qualquer pessoa, aluno, cozinheira, faxineira, diretor, jardineiro pode ir lá no arquivo escolhido e escrever o que achou de bem e o que achou de mal. Acho que os jornais deveriam ser assim. Um caderno em papel verde, perfumado, com coisas boas e outro caderno de papel cinzento, fedorento, com as notícias de corrupções, guerras, terremotos e torcidas de futebol. A estupidez das torcidas de futebol é pior do que um terremoto. Porque um terremoto é um tremor da natureza que nada sabe, e a estupidez violenta das torcidas de futebol é uma ejaculação do que há dentro das almas dos torcedores. (Rubem Alves)

Quinta-feira, Dezembro 27, 2007


Carta de Despedida

Querida karina,

Os dias são cada vez mais longos longe de ti. Essa distância que por um lado me entristece também me dá forças para a descoberta desse novo mundo que se apresenta diante meus olhos.
Ver o mar pela primeira vez e sentir a areia misturada com o sal é uma experiência única e bem diferente do que imaginávamos. Você se lembra quando, aguçados pela curiosidade, tentamos recriar o gosto do mar a nossa maneira? Misturamos o tempero – por falta de sal – na água doce do córrego da casa do seu Vô. Sabíamos que não daria certo e hoje sei que Deus salgou a água demais.
O quebrar das ondas até me lembra o céu quando as nuvens se mexem. O céu e o mar que, por vezes, me fazem pensar serem irmãos gêmeos e simétricos, quando azuis demais. Mas é claro que é preciso ter muita criatividade pra isso, como somos iguais(quase gêmeos) em pensamento você imaginaria como eu. E tem gente que ainda cisma em dizer que sensação de liberdade é sentir aquele vento que só é vento porque a moto corre na auto-estrada. Isso é coisa de gente da TV.
Liberdade é sentir esse vento que vem das ondas lá do mar europeu (segundo Dona Fátima, nossa professora de Estudos Sociais) é também andar nessa areia criada por Deus que respingam gotinhas salgadas que pulam pra roupa da gente. É ficar deslumbrado com esse brilho intenso de sol que por essas bandas é mais bonito, majestoso e se mostra mais imponente que o sol daí. Tudo bem, eu sei! É o mesmo sol, mas não vamos estragar o momento poético.
Só não é liberdade querer muito algo e não conseguir como desamar, por exemplo. Não Karina, não é mais uma palavra que inventei, já existia em algum lugar do mundo, eu ouvi falar dela e estou usando. Mas desamar é como desaprender, é deixar de fazer algo que já está feito. Não, melhor, vou facilitar as coisas: desamar é o mesmo que desgostar, só que é mais forte e mais difícil ainda, pois amar não é maior que gostar? Ou segundo o dicionário, apenas falta de amor. Então é isso. Desamar você é difícil demais da conta.
Quando penso que esse lugar vai mudar minha vida, minha alma, ele me leva pra perto de você cada vez mais. É tanto verdade que ao invés de curtir meu amigo vento estou aqui brigando com ele por levar minhas folhas embora para o mar, e assim me impedindo de terminar sua carta, que talvez nem seja entregue, mesmo já pertencendo a você logo que comecei a escrevê-la.
Desamando-te ou não, quero que saiba que o amor ingênuo da nossa infância que cresceu na adolescência é grande demais para se desfazer em poucos meses numa praia deserta.
Beijos do seu Antônio que já não é mais seu branquinho azedo (percebi que por fora sou outra pessoa sim, mais corada e nem por isso mais alegre!)

Jericoacoara/1985

Quarta-feira, Dezembro 26, 2007

Eu sei, mas não devia - Marina Colasanti

Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Terça-feira, Julho 11, 2006

Um dia...